Perfil de pessoas idosas com febre de chikungunya na fase crônica atendidas em ambulatório / Profile of elderly people with chikungunya fever in the chronic phase served in ambulatory

Edna Marília Nóbrega Fonseca de Araújo, Tiago José Silveira Teófilo, Lia Raquel de Carvalho Viana, Malueska Luacche Xavier Ferreira Sales, Valkênia Alves Silva, Sthephanie de Abreu Freitas

Abstract


A Febre de Chigununya é uma arbovirose reemergente no país e a sua forma mais grave atinge a população idosa, causando perda de funcionalidade, redução de movimentos e artrite debilitante que comprometem a qualidade de vida. Conhecer o perfil dessas pessoas é um passo elementar na elaboração de um plano de cuidados de enfermagem humanizado, pois a identificação das necessidades permite o direcionamento das intervenções, favorecendo o cuidado integral. Assim, esta pesquisa teve por objetivo descrever o perfil sociodemográfico, clínico e ocupacional de pessoas idosas com Febre de Chikungunya na fase crônica da doença atendidas em ambulatório. Estudo transversal, de base populacional, descritivo e exploratório, quantitativo. A população investigada constituiu-se de 18 idosos que foram diagnosticados com Febre de Chikungunya na fase crônica e realizavam acompanhamento no ambulatório. A coleta de dados foi realizada através de instrumento semiestruturado para levantamento do perfil sociodemográfico, clínico e ocupacional. A análise descritiva foi realizada através do Statistical Package for the Social Science. Obedeceu-se à Resolução nº 466/12 e a pesquisa foi aprovada pelo parecer no 2.163.593. Na população estudada houve prevalência do sexo feminino, 60 a 69 anos, ensino médio completo, casados, residentes em João Pessoa. Dos sinais e sintomas, destacaram-se artralgia, febre, cefaleia e exantema. Em relação à atividade ocupacional prevaleceram os ativos profissionalmente, sendo que a maioria precisou se afastar da profissão e deixou de realizar alguma atividade de vida diária devido à doença.


Keywords


Febre de Chikungunya, Saúde do Idoso, Enfermagem Geriátrica.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-370

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