Efeito de novos extratos de levedura no crescimento celular, produção e viscosidade de xantana pruni por xanthomonas arboricola pv pruni cepa 106 / Effect of new yeast extracts on cell growth, production and viscosity of xantana pruni by xanthomonas arboricola pv pruni cepa 106

Izadora Almeida Perez, Karine Laste Macagnan, Eduardo dos Santos Macedo Costa, Geovane Diel de Oliveira, Camila Waschburger Ames, Danielle Rossi, Claire Tondo Vendruscolo, Angelita da Silveira Moreira

Abstract


Xantana pruni é o heteropolissacarídeo produzido por bactérias da espécie Xanthomonas arboricola pv pruni. As xantanas são aplicadas nos segmentos industriais de alimentos, fármacos, cosméticos, químicos e petroquímicos; isso se deve às suas propriedades reológicas singulares, como estabilidade em ampla faixa de pH e temperatura. Objetivou-se o aprimoramento do processo de produção de xantana pruni pela bactéria X. arboricola pv pruni cepa 106 através do uso e enriquecimento com extratos de levedura não usuais (Procelys by Lesafre ®) nos meios de crescimento celular (Yeast Malt) e de produção (MPII), respectivamente. Preparou-se os inóculos em Erlenmeyers de 250mL contendo o meio Yeast Malt adicionado de diferentes extratos de levedura, sendo: 1- controle, marca comercial tradicional), 2- 560PW, 3- 810PW, 4- 845MG, 5- 851MG, 6- 861PW); incubou-se em shaker em 28°C, 150rpm por 24h. Após, inoculou-se em meio MPII  tradicional e enriquecido com esses diferentes extratos; incubou-se em 28ºC e 200rpm por 72h. No final da fermentação recuperou-se a xantana adicionando-se etanol 96%  ao caldo fermentado (4:1, v/v). Secou-se o biopolímero e determinou-se o rendimento (g/L) por gravimetria. Determinou-se reometricamente a viscosidade das soluções de xantana. O rendimento de xantana no meio MPII tradicional (sem adição dos extratos) variou de 4,01 a 4,37g/L, sem diferença estatística, e as viscosidades das xantanas foram semelhantes; demonstrando que é possível substituir, na fase de inóculo, o extrato tradicional pelos extratos analisados sem alterar o rendimento e qualidade da xantana. Quando avaliou-se o enriquecimento do meio MPII, os maiores rendimentos,  10,09g/L e 9,58g/L, foram verificados, respectivamente, com os extratos 4 e 3, quase o dobro do controle (5,06g/L). Em relação à viscosidade, o meio controle resultou em viscosidade ligeiramente superior, mas muito semelhante às xantanas obtidas com adição dos extratos 3 e 4 no meio MPII. Conclui-se que os diferentes extratos de levedura são possíveis substituintes do extrato padrão no meio de cultivo para o inóculo para a diminuição do custo do processo, sem prejuízo ao rendimento ou à qualidade da xantana, quando adicionados apenas no meio de inóculo. Além disso, é possível adicionar os extratos no meio MPII para aumentar a produção e obter xantanas com características diferenciadas ampliando a sua aplicabilidade.


Keywords


Biopolímero; Bioprocesso; Goma xantana; Xanthomonas arboricola pv pruni. 

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-357

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