Análise morfológica e bioquímica de astrócitos em cultura primária sob estimulação magnética estática / Morphological and biochemical analysis of astrocytes in primary culture under static magnetic stimulation

Caroline Crespo da Costa, Jéssica Marques Obelar Ramos, Eduarda Santa Helena, Nathalia Stark Pedra, Leo Anderson Meira Martins Martins, Paulo Roberto Stefani Sanches, Giovana Duzzo Gamaro, Izabel Cristina Custódio de Souza

Abstract


A utilização da estimulação magnética cerebral vem crescendo na prática clínica, embora o mecanismo pelo qual atua nas células ainda precisa ser elucidado. Com o objetivo de avaliar  respostas morfológicas e bioquímicas, submetemos astrócitos obtidos de córtex cerebral de ratos Wistar à estimulação magnética estática (EME) de 305mT por 5, 15 e 30 min diários durante 7 dias consecutivos. O estímulo magnético não afetou a morfologia astrocitária, mas ocasionou um aumento na sulforodamina B nas células estimuladas por 5 e 15 min, bem como, na produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) apenas no tempo de 5 min diários comparados ao grupo controle. Em maiores tempos de estimulação como o de 30 min diários, não mostraram alterar nenhum dos parâmetros avaliados. Nossos resultados, embora preliminares, demonstram que em tempos menores de estimulação ocorre um aumento na densidade celular e EROs, sugerindo que com o aumento do tempo de estimulação os astrócitos possam adaptar-se  ao insulto. Porém são necessários avaliação de outros parâmetros para suportar estes achados.

 

Palavras-chave: Estimulação Magnética Estática (EME), Astrócitos, Sulforadamina B, Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)


Keywords


Estimulação Magnética Estática (EME), Astrócitos, Sulforadamina B, Espécies Reativas de Oxigênio (EROs)

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-312

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