Percepção das gestantes sobre a participação familiar no pré-natal / Perception of pregnant women about family participation in prenatal

Tania de Sousa Pinheiro Medeiros, Lumi Yano Arruda, Maria Yasmin da Silva Moia, Erielson Pinto Machado, Patrick Nery Igreja, Karoline Costa Silva, Carla Carolina Rodrigues Barros, Samy Matsumura Silva

Abstract


Introdução: O serviço de pré-natal é o acompanhamento realizado durante toda a gestação e o puerpério, que garante ao feto um desenvolvimento saudável e à mulher uma gravidez tranquila, bem como identificar precocemente problemas no curso da gestação. Este deve orientar e esclarecer sobre o parto e cuidados com o recém-nascido. O objetivo do estudo é identificar os fatores que determinam a participação ou não dos familiares nas consultas pré-natais e investigar a opinião das gestantes sobre a participação deles durante essas consultas. Metodologia: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa, com dados coletados através de entrevistas semiestruturadas com 20 (vinte) mulheres gestantes, maiores de 18 (dezoito) anos, que compareceram à unidade no período em que a pesquisa foi realizada. Resultados: Após a análise constatou-se que das vintes gestantes entrevistadas, dez informaram participarem das consultas pré-natais sozinhas, em que o principal motivo é o trabalho dos familiares, porém alegaram que muitos se preocupam com a evolução da gravidez e enfatizaram a importância da família nas consultas do pré-natal. Entre as que possuem a participação, declararam a preocupação com o andamento da gravidez, contudo essa participação não se dá em todas as consultas. Conclusão: Percebeu-se que as gestantes ainda realizam o pré-natal sozinhas e com isso sugere-se a necessidade de uma assistência pré-natal mais humanizada, enfatizando a importância da participação da família nas consultas de pré-natal, estimulando o seu parceiro e demais familiares a participarem deste ciclo gestatório, garantindo assim um parto mais seguro e um nascimento mais saudável.


Keywords


Cuidado Pré-natal, Família, Humanização da Assistência

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-156

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