Perfil epidemiológico dos proprietários de equinos que participam de eventos agropecuários na ilha do Maranhão / Epidemiological profile of equine owners participating in agricultural events in Maranhão island

Ingrid Almeida Nogueira Pereira, Cristianne dos Santo Pinto, Danilo Cutrim Bezerra, Assuero Batista Feitosa Junior, Nancyleni Pinto Chaves Bezerra, Michelle Lemos Vargens, Viviane Correa Silva Coimbra

Abstract


Os eventos agropecuários são aglomerações temporárias de animais de espécies iguais ou diferentes de propriedade única ou distintas, com o objetivo de avaliação zootécnica, comercialização e/ou competições esportivas. A concentração de animais ou confinamentos em locais pouco ventilados, favorece a ocorrência de diversas enfermidades, situação comum nos eventos agropecuários, portanto merecem devida atenção para a prevenção das mesmas. Objetivou-se identificar o perfil epidemiológico dos proprietários de equinos que participam de eventos agropecuários na Ilha do Maranhão. Para tanto, realizou-se um estudo epidemiológico de caráter descritivo com abordagem exploratória analítica, por meio de entrevistas dos proprietários de equídeos participantes de eventos agropecuários realizados na Ilha do Maranhão, no período de janeiro a junho de 2019. Os dados do levantamento mostraram o seguinte perfil: sexo masculino (53; 88,3%); faixa etária superior a 30 anos (38; 63,3%); ensino médio completo ou grau superior (31; 51,7%); proprietários de 1 a 5 equinos (37; 61,7%); com residência em um dos quatro municípios que compõe a Ilha do Maranhão (30; 50%); realizam testes de AIE e mormo dos animais na frequência de 60 em 60 dias (44; 73,3%); conhecem a Guia de Trânsito Animal-GTA (58, 96,7%), porém alguns já transportaram animais sem a GTA (24; 40%); conhecem o órgão de defesa sanitária animal (57; 95%) e associam sua função à fiscalização dos eventos (53; 88,3%). Conclui-se que os participantes dos eventos de aglomeração agropecuária carecem de orientação para que estes colaborem mais com as ações do serviço de defesa sanitária animal, bem como compreendam a importância das exigências sanitárias no sentido de assegurar a sanidade e o bem-estar dos animais e dos seres humanos.


Keywords


fiscalização, eventos, aglomeração, equinos.

References


ABQM Quarto de Milha. Missão, Visão e Valores. São Paulo/SP. Disponível em: https://www.abqm.com.br/pt/conteudos/institucional/missao-visao-e-valores-1998. Acesso em 13 jun. 2019.

ALMEIDA, V. M. A. Anemia Infecciosa Equina sem prevenção, doença pode se alastrar. Manga Larga Marchador. Cleusa Canêdo. n.64. p.48-51. 2008.

BOHRZ, D.A.S.; CERESER, N.D.; CAMERA L. Controle do trânsito de equinos nos municípios de Ibirubá e Quinze de Novembro-RS. In: XVII Seminário Interinstitucional de Pesquisa Ensino e Extensão da UNICRUZ. Rio Grande do Sul. Anais... (Resumo). 2012.

BRASIL. 1996. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196,

de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos: Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/1996/res0196_10_10_1996.html. Acesso em 10 out. 2018.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Instrução Normativa Nº 45, de 15 de junho de 2004. Dispõe sobre as normas para controle e prevenção de AIE. Brasília, 2004.

BRASIL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo. Brasília: MAPA, 2016. 54p.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Manual de boas práticas de manejo em equideocultura. Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo. – Brasília: MAPA/ACE/CGCS, 2017. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/assuntos/boas-praticas-e-bem-estar-animal/arquivos-publicacoes-bem-estar-animal/manual_boas_praticas_digital.pdf. Acesso em: 10 jun. 2019.

CARVALHO JR., O. M. A "AIDS" do cavalo: Anemia infecciosa equina. Revista de Educação Continuada do CRMV-SP. São Paulo, v. 1, n.1, 1998. Disponível em: http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/J4rgQWRSljO5d6c_2013-5-29-10-57-22.pdf. Acesso em: 09 mai. 2018.

CHIES, P. V. "Identidade de gênero e identidade profissional no campo de trabalho". Revista Estudos Feministas, v. 18, n. 2, p. 507-528, 2010.

CUNHA, W.P.; DIAS, I.C.L.; MARTINS, D.F.; SILVA, M. I. S. Perfil de produtores rurais frente às zoonoses e medidas profiláticas de doenças em rebanhos bovinos. Revista Extensão Rural. Santa Maria/RS, v.19, n.2, p. 93-108, jul./dez. 2012.

DOURADO, S. P. C. 2013. O Rural como fronteira do urbano: rodeios e vaquejadas nas interpretações do brasil. Revista do Centro de Educação, Letras e Saúde da Unioeste,

FONSECA, R.D.; LIMA, A.C.M.; HIRANO, L.Q.L., NASCIMENTO, C.C.N.; OSAVA, C.F. Garrotilho e mormo em equídeos. Revisão de literatura. Pubvet, Londrina, V. 4, N. 38, Ed. 143, Art. 964, 2010. Disponível em: http://www.pubvet.com.br/uploads/2330d0ed392557889636c7d69eb6ce3f.pdf. Acesso em: 08 mai. 2018.

FRANCELLINO, J. O. R.; NAHUM, M. J. C.; CABREIRA, B. S.; ALVES, C. A. M.; ESPOSITO, V.; FERREIRA, M.A. Pronto atendimento de síndrome cólica em equinos – revisão de literatura. Revista Científica de Medicina Veterinária, Garça/SP, v. 25, p.12-12, jun. 2015. Semestral. Disponível em: http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/bWXbnxNrxxE1ShY_2015-11-27-12-13-3.pdf. Acesso em: 22 jun. 2019.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Panorama de Educação no Maranhão. 2018. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/panorama. Acesso em 13 jun. 2019

LEIRA, M. H. et al. A origem do rodeio no Brasil sua prática como esporte radical e o bem-estar dos animais de montaria. Pubvet, v.11, n.3, p.207-216, 2017.

MARANHÃO. Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão. Coordenadoria de Defesa Animal. Anuário 2015: ações de defesa sanitária agropecuária no Maranhão. São Luís, 2017. 103f. Disponível em: http://www.aged.ma.gov.br/files/2017/08/Anu%C3%A1rio-2016_FINAL_completo.pdf Acesso em: 10 jul. 2019.

MARANHÃO. Ministério público do Estado do Maranhão. Recomendação sobre a segurança dos consumidores, dos competidores, a entrada e permanência de crianças e adolescentes no evento, assim como o devido tratamento aos animais do torneio. Recomendação Nº 011/2017. Colinas/MA em 24 de julho de 2017. Disponível em: http://www.aged.ma.gov.br/files/2017/08/RECOMENDA%C3%87%C3%83O-N.%C2%B0011_2017-_MP.pdf. Acesso em: 14. Jun. 2019

MARINHO, C. A força da mulher na vaquejada. Portal Vaquejada. Em 08 de março de 2016. Disponível em: http://www.portalvaquejada.com.br/noticias/2016/03/08/a_forca_da_mulher_na_vaquejada. Acesso em: 13 jun. 2019

MOTTA, P. M. C. Comparação da IDGA ELISA e “NESTED” PCR no diagnóstico da anemia infecciosa equina em equinos, asininos e muares. 2007. 26f. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais. Minas Gerais, 2007.

RIBEIRAL, C. B. Anemia infecciosa equina. 2006. 78 f. Monografia. UPIS – Faculdades Integradas, Planaltina – DF, 2006.

PEREIRA, R. M. Agilidade e Prestígio no Sertão de Pernambuco: as relações ecológicas entre vaqueiros, cavalos, bois e caatinga nas competições de pega de boi no mato. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais/UFJF. Revista―Teoria e Cultura, v. 11, n. 02, 2016.

PMU BRASIL. Cavalo mais caro do mundo: o que influencia no preço de um animal? . Baliza 1. Em 10 de janeiro de 2018. Disponível em: https://baliza1.pmubrasil.com.br/cavalo-mais-caro-do-mundo. Acesso em: 14 jun. 2019

RIBEIRO, M. G. Mormo. In: MEGID, J.; RIBEIRO, M. G.; PAES, A. C. Doenças infecciosas em animais de produção e de companhia. 1.ed. Rio de Janeiro: Roca, 2016. p.423-435.

RODRIGUES B. C. C.; BORGES, M. D. L.; LACERDA, M. A. S.; SCHELLIN, P. C.; LEITE, J. E. B. Fraturas em cavalos mestiços usados em vaquejadas: localização predominante e tipo. Revista de Medicina Veterinária e Zootecnia. Santa Maria/RS, v.17, n.1, p. 78. 2019.

SAID, N.C.; NARDI JR., G.; DOMINGUES, P.F. Mormo em equinos e a biossegurança no agronegócio. Tekhne e Logos, v. 07, n. 3, p. 29-44, 2016.

SANTOS, M. S. D. A importância cultural e econômica da vaquejada e a relevância do seu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do Brasil. 2017. 53 f. Tese (Doutorado) - Curso de Economia, Universidade Federal de Alagoas, Santana do Ipanema, 2017.

SILVA, R. A. M. S; ABREU, U. G. P; BARROS, A. T. M. Anemia Infecciosa Equina: Epizootiologia, Prevenção e Controle no Pantanal. Corumbá: Embrapa Pantanal, 2001. 30p. Disponível em: http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/ cHo5N2i8B6LzdwP_2013-6-19-10-55-34.pdf. Acesso em 09 mai. 2018.

SUTMOLLER, P.; BARTELING, S. S.; OLASCOAGA, R. C.; SUMPTOIN, K. J. Control and eradication of foot-and-mouth disease. Virus Research. Amsterdam. v.91, p.101-144, 2003.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-107

Refbacks

  • There are currently no refbacks.