Da adaptação taylorista à emancipação dejouriana: os desafios da gestão do trabalho / From taylorist adaptation to dejourian emancipation: the challenges of work management

Kátia Barbosa Macêdo, Sigmar Malvezzi

Abstract


O presente texto tem como objetivo analisar as funções dos gestores a partir de duas propostas epistemológicas: primeiramente a proposta da Administração Científica que visa a adaptação e controle disciplinar do trabalhador, e em seguida, a proposta da Psicodinâmica do Trabalho, que visa a superação da alienação e a emancipação do trabalhador.  Após contextualizar os paradigmas nas ciências sociais, o texto apresenta as duas abordagens a partir das quaissão discutidas as funções dos gestores e seus efeitos nos trabalhadores, a adaptação e a submissão no primeiro modelo e a emancipação no segundo.

 

 


Keywords


gestão; paradigma, emancipação; adaptação.

References


Argyris, C. (1957). Personality and Organization. New York: Harper.

Atehortúa Hurtado, F. A. (2017), Historiografía de la aplicación de las teorías administrativas estadounidenses: fordismo y taylorismo en Argentina y Brasil en el siglo XX. Trashumante. Revista Americana de História Social Disponible en: ISSN 2322-9381

Baxter, Brian (1982). Alienation and Autheticity, London, Tavistock Publications

Burrel, G. & Morgan, G. (2008). Sociological Paradigms and organisational analysis: elements of the sociology of corporate life. Burlington: Ashgate Publishing Company.

Chanlat, J. F. (2000). Ciências sociais e management: reconciliando o econômico e o social. São Paulo: Atlas.

Cherns, A. & L Davies (1975). The Quality of Working Life, Free Press, New York

Cunha, A. G. (1997) Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Dejours, C., Dessors, D. & Desriaux, F. (1993). Por um Trabalho, Fator de Equilíbrio. RAE-Revista de Administração de Empresas, 33(3), 94-104. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75901993000300009

Dejours, C. (2004). Activisme professionnel : masochisme, compulsivité ou aliénation? Travailller : Revue Internationale de Psychopathologie et de Psychodynamique du Travail, 11, 25-41.

Dejours, C. (2012) Trabalho vivo: trabalho e emancipação. Brasília: Paralelo 15.

Dejours, C. (2015). Organização do trabalho e saúde mental: quais são as responsabilidades do Manager? In MACÊDO, K.B. (org.) O diálogo que transforma: a clínica psicodinâmica do trabalho. Goiânia : Editora da Puc Goiás, 2015.

Dejours, C. (2015) Situations du travail. Paris : Presses Universitaires de France.

Fleury, A. R. D & Macêdo, K. B. (2012) Límites y possibilidades Del método em psicodinâmica y clínica Del trabajo: relato de los estúdios Del grupo de La Pontificia Universidade católica de Goiás. Praxis. Ano14, n.21, 77-92.

Foucault, M. (1975). Microfísica do Poder. Tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal.

Habermas, J. (1988). Teoria de la acción comunicativa: crítica de la razón funcionalista. Madrid: Taurus

Heloani, J. R. (2003) Gestão e organização no capitalismo balizado: história da manipulação psicológica no mundo do trabalho. São Paulo: Atlas.

McGregor, D. (1960). The Human Side of Enterprise. London: Macgraw Hill

Macêdo, K. B. (2002) Cultura, poder e decisão na organização familiar brasileira. RAE – Revista de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas São Paulo, v. 1, n.1, p. 1-16.

Macêdo, K. B & Guimarães Júnior, E. H. (2013). O papel do empreendedor na formação de grupos sociais: uma abordagem psicodinâmica. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, v. 13, p. 257-264.

Macêdo, K. B. (2015) O diálogo que transforma. Goiânia: Editora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Maia, V.I. (2010) Administração científica e clássica: a visão dos homens que construíram a base da gestão organizacional moderna. In SynThesis Revista Digital FAPAM, Pará de Minas, v.2, n.2, 85-98, nov.

Maslow, A. (1954). Motivation and Personality. New York: Harper.

Mead, Herbert G. (1962). Mind Self & Society, Chicago, The University of Chicago

Press.

Morgan, G. (1996). Imagens da organização. Tradução Cecilia Bergamini, Roberto Coda. São Paulo: Atlas

OIT – Organização Internacional do Trabalho. Relatório sobre Saúde mental e Trabalho. Disponível em www.oitbrasil.org.br

Pires, J. C. &Macêdo, K. B. (2006) Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. RAP- Revista de Administração Pública (Impresso), Fundação Getúlio Vargas RJ, v. 01, n.01, p. 81-106.

Santos, B. S. (1987) um discurso sobre as ciências. Porto: Edições Afrontamento.

Taylor, F. (1985) Princípios da administração científica. Tradução de Arlindo Vieira Ramos. São Paulo: Atlas.

Trindade, A. Mello, S.C.B. Silva, P.G. (2016) do saber filosófico à ciência crítica: buscando evidências do pós-estruturalismo nos Estudos críticos em Gestão no Brasil entre os anos de 2010 a 2015. In: Organizações em contexto, São Bernardo do Campo, ISSNe 1982-8756 Vol. 12, n. 24, jul. Dez.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n4-007

Refbacks

  • There are currently no refbacks.