A redução dos recursos pesqueiros da microrregião de cametá sob a ótica dos Ribeirinhos (Cuxipiarí Carmo e Parurú de cima) / Reducing fishing resources of the cametá micro-region from the Ribeirinhos (Cuxipiarí Carmo and Parurú de cima) viewpoint

Valdenix do Socorro Portilho Maurício, Possidônio Guimarães Rodrigues, Fabrício Menezes Ramos, Jean Louchard Ferreira Soares

Abstract


Com o objetivo de avaliar a influência dos intervalos de reposição de água no solo e da adubação nitrogenada na produção do rabanete foi conduzido um experimento em casa de vegetação. Os rabanetes foram cultivados em vasos utilizando solo como substrato. Foram avaliados 8 tratamentos no total, constituídos a partir da combinação de dois fatores – O presente trabalho tem como objetivo caracterizar os pescadores e levantar suas percepções dos problemas envolvendo os recursos pesqueiros na microrregião de Cametá. O referido estudo foi desenvolvido nas ilhas de Cuxipiari Carmo, onde existe acordo de pesca e na Parurú de Cima, onde não há acorde de pesca. Foram realizadas 74 entrevistas, realizadas de dezembro de 2017 a abril de 2018. Dos entrevistados, 89% se declaram pescadores, os demais exercem outras atividades. A escolaridade é baixa devido às péssimas condições para o estudo e possuem idade média de 40,09 anos. 97% dos entrevistados afirmam que houve uma diminuição do pescado nos últimos anos, devido à construção da própria barragem, o uso inadequado da rede de cerco, barulhos e trânsito de embarcações, bem como a poluição. Observa-se que 92% dos entrevistados tem conhecimento do período do defeso, porém declaram que este não é respeitado. Os principais motivos são: Condição financeira do pescador; vivem somente da pesca e de benefícios sócias; o não pagamento do seguro defeso na data certa; o cancelamento do registro geral da pesca; o corte de benefícios; a falta de consciências; e o pseudopescador (falso pescador, pescador da cidade ou do asfalto). Sobre a gestão do recurso pesqueiro, 96% dos entrevistados, declara que o acordo de pesca é a melhor opção para manter as espécies e recuperar o ecossistema. Para 42% dos entrevistados a solução para reestabelecer a produção pesqueira é o investimento em tanques e/ou viveiros de criação de peixes. Porém, 58% dos pescadores não visualiza alternativa alguma para melhorar a produção de pescado em sua região. O presente trabalho buscou compreender a indignação, frustração dos entrevistados com a barragem da UHE de Tucuruí, que era uma promessa de prosperidade para a região. A pesquisa levanta vários problemas, que dificilmente serão abonadas da sociedade ribeirinha e que provocam inúmeras dificuldades tanto econômicas, sócias, culturais e até políticas.manejo da irrigação e adubação nitrogenada, em um esquema fatorial 2x4. No manejo da irrigação a reposição da água nos vasos foram realizadas a cada 24h e a cada 48h. Quanto à adubação nitrogenada, foram utilizadas doses de: 0,85; 1,70; 2,55 e; 3,40 g/vaso. Foram avaliadas a produção de matéria fresca e seca da raiz e da parte aérea, bem como o tamanho das raízes. Com relação as variáveis de produção e tamanho das raízes não houve diferença entre os tratamentos. Conclui-se que a cultura do rabanete é pouca responsiva à adubação nitrogenada em termos de produção. Turnos de rega de até 48h não afeta o desempenho produtivo da cultura.

 


Keywords


Impactos ambientais, Sobrepesca, Pescado.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-279