Distribuição espacial da hanseníase infantil na região de Carajás-Pará / Space distribution of child leprosy in the region of Carajás-Pará

Douglas da Silva Rodrigues, Meyson Santos Silva, Sarah Lais Rocha, Dyana Melkys Borges da Silva, Nathália Lima Costa, Wennyo Camilo da Silva e Silva, Ivete Furtado Ribeiro Caldas

Abstract


A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, o qual infecta as células de Schwann do sistema nervoso periférico. Quando não tratada de forma adequada no diagnóstico, a doença evolui para sua fase contagiosa, podendo ser transmitida por meio de um longo contato com pessoas infectadas, em qualquer faixa etária. Portanto, fez-se necessária a análise das áreas endêmicas, objetivando compreender os casos notificados e os números de transmissão a partir de variáveis específicas, em indivíduos menores de 15 anos. Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e de natureza quantitativa acerca de dados obtidos mediante coleta na plataforma digital DATASUS sobre notificações de pacientes com hanseníase na região de Carajás, Pará. As variáveis utilizadas neste estudo foram sexo, forma clínica e lesões cutâneas para se obter um perfil da população afetada pela doença nos anos de 2015 a 2018 na região de Carajás. Com isso, observou-se que do total de 268 casos de hanseníase infantil na Região de Carajás, há uma homogeneidade na infecção entre crianças do sexo masculino e feminino. Além disso, tratando-se da forma clínica, percebe-se que a cidade de Marabá evidencia uma alta prevalência em todas as manifestações, com um total de 92 casos. Ademais, a inespecificidade na quantidade de casos com lesões cutâneas ignoradas é digno de atenção, levantando-se a hipótese de que diagnósticos podem estar sendo omitidos. Desse modo, há enorme importância em se notificar a quantidade de lesões no controle do tratamento de hanseníase.


Keywords


Doença infecciosa; Epidemia; Nevo.

References


ARAUJO, Ana Eugênia Ribeiro de Araújo e et al. Complicações neurais e incapacidades em hanseníase em capital do nordeste brasileiro com alta endemicidade. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 17, n. 4, p. 899-910, Dec. 2014.

AZULAY, Rubem David; AZULAY-ABULAFIA, Luna. Dermatologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das doenças. Guia prático sobre a hanseníase. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Hanseníase, verminose e tracoma tem cura: a experiência de uma campanha integrada. Boletim epidemiológico, Brasília, v.47, n.21, p. 01-10, 2016.

CHATTERJEE, Sanjoy; MAZUMDA, Soumyadeep. A comparative study of eye affections in leprosy with multi drug therapy and mono therapy. Journal of evidence based medicine and healthcare, Karnataka, v.5, n.44, p.3075-3079, out. 2018.

CHOPRA, Arvind. Manifestações reumáticas e outras manifestações musculoesqueléticas e autoanticorpos em crianças de adolescentes com hanseníase: significado e relevância. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.90, n.5, p.431-436, out. 2014.

COSTA, M.B. et al. T regulatory cells and Th17 cytokines in paired samples of leprosy type 1 and type 2 reactions. Plos One, San Francisco, v.13, n.6, jun. 2018.

DONOGHUE, Helen D. et al. The distribution and origins of ancient leprosy. IntechOpen, 2018. Disponível em . Acesso em: 23 nov. 2018.

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

HOCHMAN, B. et al. Desenhos de Pesquisa. Acta Cir. Bras., v. 20, 2005.

LOIOLA, Hermaiza Angélica do Bonfim et al. Perfil epidemiológico, clínico e qualidade de vida de crianças com hanseníase em um município hiperendêmico. Revista de Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 26, p. 1-6, 2018.

MARCIANO, Lucia Helena Soares Camargo et al. Epidemiological and geographical characterization of leprosy in a Brazilian hyperendemic municipality. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.34, n.8, 2018.

MARCONI, M.A; LAKATOS, E.M. Fundamentos da metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. DATASUS. Disponível em . Acesso em 22/03/2019.

RIBEIRO, Mara Dayanne Alves; SILVA, Jefferson Carlos Araújo; OLIVEIRA, Sabrynna, Brito. Estudo epidemiológico da hanseníase no Brasil: reflexão sobre as metas de eliminação. Rev Panam Salud Publica. v. 42, 07 jun. 2018

SANTOS, Silvia Maria Farias dos et al. Perfil Epidemiológico e Percepção sobre a Hanseníase em Menores de 15 anos no Município de Santarém-PA. Journal of Health Sciences, Londrina, v.20, n.1, p.61-67, jan-mar. 2018.

SCHNEIDER, Priscila Barros; FREITAS, Bruna Hinnah Borges Martins de. Tendência da hanseníase em menores de 15 anos no Brasil, 2001-2016. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.34, n.3. 2018.

SOUZA, Eliana Amorim de et al. Epidemiology and Spatiotemporal Patterns of Leprosy Detection in the State of Bahia, Brazilian Northeast Region, 2001–2014. Tropical Medicine and Infectious Disease, Switzerland, p.1-16, jul.2018.

TEIXEIRA, Raila Linhares et. Perfil epidemiológico dos pacientes de 0 a 15 anos de idade com hanseníase em centro de referência de doenças tropicais (CRDT) de um estado da região amazônica. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, Taguatinga-DF, v.6, n.3, set-dez. 2017.

VIANA, Lucian da Silva et al. El aspecto físico y las repercusiones em la calidad de vida y autonomía de personas mayores afectadas por la lepra, Enfermería Global, Murcia, v.16, n.2, p.336-374, abril. 2017.

VIEIRA, Michelle Christini Araújo et al. Leprosy in children under 15 years of age in Brazil: A systematic review of the literature. PLOS Neglected Tropical Diseases, United States, p.1-13, out.2018.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n1-263

Refbacks

  • There are currently no refbacks.