Estudo e caracterização de microrganismos causadores de mastite bovina no DF e entorno, sua resistência aos antimicrobianos e os fatores de risco para a ocorrência da doença / Study and characterization of microorganisms that cause bovine mastitis in the Federal District and surrounding areas, their resistance to antimicrobials and the risk factors for the occurrence of the disease

Aline Stephanie Silva Carvalho, Bruno Félix Mendes, Rômulo Salignac Araújo de Faria, Simone Perecmanis, Ernane de Paiva Ferreira Novais, Maurício Macedo Rodrigues, Cléia Nunes Malheiro de Oliveira

Abstract


A mastite é uma inflamação no úbere ou glândulas mamárias, de etiologia complexa, infecciosa ou não infecciosa, e multifatorial, resultante da interação entre o animal, ambiente e agentes etiológicos. Essa é classificada de acordo com as manifestações clínicas, ou seja, caso os sinais de inflamação sejam evidentes, é chamada de ‘mastite clínica’, em contrapartida, quando os sinais não são evidentes, é denominada de ‘mastite subclínica’. É uma doença responsável por um grande impacto econômico na pecuária leiteira, resultado da diminuição da produção de leite e da sua qualidade, além de gastos com a terapêutica, serviço médico veterinário, descarte de animais e sanções devido a um nível elevado de células somáticas no leite. Foram utilizados dados relativos às amostras de mastite recebidas e processadas no Laboratório de Microbiologia Médica Veterinária da FAV/UnB, provenientes de diferentes rebanhos do DF e Entorno, referentes aos anos de 2008 e 2009, 2013 a 2015 e 2017 a 2019, totalizando oito anos de análise.  Foram isolados 218 microrganismos,  classificados como: Staphylococcus sp. Coagulase Negativos (SCN) (67/218), Escherichia coli (32/218), Streptococcus sp. (24/218), Staphylococcus aureus(20/218) and Corynebacterium sp (20/218), Bacillus sp - (17/218), Klebsiella sp (10/218), Enterobacter sp. (6/2018), Proteus sp. (5/218), Staphylococcus gallinarum (3/218), Hafnia alvei (2/218), Pseudomonas sp (2/218), Staphylococcus lentus (2/218), Bordetella sp (1/218), Flavobacterium sp. (1/218), Pasteurella sp. (1/218), Salmonella sp. (1/218), Serratia sp. (1/218), Streptococcus bovis (1/218), Micrococcus sp. (1/218), Staphylococcus epidermidis (1/218).

Os testes de suscetibilidades demonstraram altas taxas de resistência para antibacterianos bastante utilizados na rotina clínica, como exemplo a taxa de 40% à Gentamicina e de 72,73% à sulfametoxazol e trimetoprim que sabidamente apresentavam valores abaixo de 5%. Com isso, é importante ter o conhecimento do perfil de resistência do caso de mastite para melhor tratamento clínico da afecção. Os dados demonstram que por serem amplamente utilizados no tratamento clínico, podem ter induzido resistência ao longo do tempo. Além da Gentamicina, os antibacterianos sulfametoxazol e trimetoprim (SUT) e Ampicilina e Sulbactam (ASB) obtiveram taxas de resistência elevada ao passar dos anos sendo as maiores testadas pelo método de Kirby-Bauer, baseado em difusão em Ágar.  o perfil de resistência do Staphylococcus sp. Coagulase Negativos, tiveram resposta satisfatória de sensibilidade à Cefalexina (94,44%), Oxacilina (94,44%), Ampicilina +. Sulbactam (54,55%), Cloranfenicol (100%), Amoxicilina (83,33%), Gentamicina (60%), Doxiciclina (77,78%) e Ceftriaxona (52,94%). Poucas amostras apresentaram resultados relevantes, entre elas se destaca a resistência ao Sulfametoxazol e trimetoprim  totalizando 72,73%, Ampicilina +. Sulbactam (45,45%) e Gentamicina (40%) Para Ceftriaxona, foi encontrado 47,06% de amostras intermediárias. As Escherichia coli isoladas obtiveram o percentual de resistência à tetraciclina de 100%, para os anos de 2008, 2009 e 2013, e 80% para as amostras de 2010. Em relação a Neomicina, foi observado um percentual de resistência, nos anos de 2008, 2010 e 2013, respectivamente, igual a 50%, 86,6% e 100%. A Amoxicilina associada ao Clavulanato apresentou resultados de resistência iguais a: 0%, 50%, 31,25%, 0% e 100%, referentes aos anos de 2008, 2009, 2010, 2013 e 2015. Denota-se resultado alarmante, também em Streptococcus spp testados para Gentamicina, expondo 100% de resistência em 2009 e 61,91 em 2010, bem como para Tetraciclina em 2009 e 2010, sendo 100% e 49,99% respectivamente.  Em relação à cefalexina, os resultados foram: 100%, 0% e 36,3%, relativos aos anos de 2008, 2009 e 2010, respectivamente.  O Corynebacterium sp. obteve os seguintes percentuais de resistência ao Enrofloxacino: 0%, 45,46%. 50%, 100%, referentes aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2015, respectivamente. Em relação a Gentamicina, os resultados foram: 0%, 63,64% e 83,84%, referentes aos anos de 2008, 2009 e 2010, respectivamente. No tocante a Neomicina, os resultados obtidos são: 0%, 100% e 83,34%, relativos aos anos de 2008, 2009 e 2010. 

A prevenção é definitivamente a forma mais eficaz de combater a presença da doença nos rebanhos, principalmente quando se considera os custos que a mastite pode trazer para uma propriedade e o aspecto da saúde pública.  É importante manter altos níveis de higiene nos animais, no ambiente e nos trabalhadores da propriedade, proibir o contato entre espécies (cachorro e gatos, por exemplo), controle dos níveis de mosca no ambiente. Além disso, o uso de estratégias como a terapia da vaca seca são valiosas. Um dos objetivos deste estudo foi elaborar um questionário que pudesse ser aplicado no Distrito Federal e Entorno para avaliar os fatores de risco baseado na literatura pesquisada.


Keywords


Mastite, Bovina, Microrganismos, Identificação, Fatores de Risco, Prevenção, Resistência, Antibiótico, Distrito Federal.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n9-032

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