Perfil funcional de pacientes com AVC isquêmico trombolizados e não trombolizados classificados pela CIF/ Functional profile of thrombolyzed and nonthrombolyzed ischemic stroke patients classified by the CIF

Darcisio Hortelan Antonio, Gustavo Rissato Martins Bravo, Juliana Rodrigues Sigolo, Roger Palma, Simone Cristina Chiodi Prestes, Thaisa Rino de Freitas Coelho

Abstract


O Acidente Vascular Cerebral é uma disfunção neurológica que acomete predominantemente, adultos e idosos, com altos índices de morbimortalidade nacional e mundial. Ocasiona limitações de origens diversas a nível cognitivo, sensorial e motor, predominando as plegias, paresias e afasias, que refletem o local e extensão da lesão. Possui desdobramento isquêmico ou hemorrágico, sendo o primeiro mais frequente (85%). Os acometimentos de origem isquêmica são passíveis de trombolização, quando respeitada a janela de 3 a 4 horas entre os primeiros sinais observados e a intervenção com a medicação anticoagulante. A associação dos protocolos de trombolização associados à reabilitação ambulatorial é uma vertente atual que têm apresentado sucesso na redução da incapacidade funcional decorrente da patologia. A temática é evidenciada por considerar não somente a funcionalidade propriamente dita mas os fatores envolvidos como qualidade de vida do paciente e cuidadores, autonomia nas atividades de vida diárias, que são avaliadas assim como a funcionalidade e classificadas por meio da escala CIF, visando o aspecto biopsicossocial da incapacidade humana. Assim, o estudo vislumbrou a análise comparativa do perfil funcional de pacientes submetidos ou não ao procedimento de trombolização, sendo demonstrado o reflexo de sua utilização sobre a funcionalidade dos indivíduos que realizaram o tratamento proposto. A funcionalidade foi quantificada, conforme proposto pela CIF, em escala absoluta numérica, desmistificando a subjetividade do nível de independência e restrição de participação. Os resultados obtidos comprovam que os pacientes que se utilizaram da associação dos trombolíticos com a reabilitação ambulatorial, obtiveram maior independência funcional ao final quando comparados ao grupo não trombolizado. A partir dos aspectos supracitados, este trabalho abrilhanta e corrobora com a literatura pré existente, afirmando a eficácia do tratamento realizado entre a associação medicamentosa em caráter emergencial pós AVCi, e acompanhamento ambulatorial, minimizando ao final do tratamento, as possíveis limitações funcionais resultantes.


Keywords


Acidente Vascular Cerebral. Anticoagulantes. Classificação Internacional de Funcionalidade.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-401

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