Prevalência e comorbidades da cefaleia em pacientes do ame de Marília / Prevalence and comorbidities of headache in patients of the ame de Marília

Luana Larissa Filus, Gizelle Rocha Evangelista de Oliveira, Vitor Troncon Vicente Barbosa, Jeferson Santiago

Abstract


A cefaleia é uma das principais causas de incapacidade funcional em todo o mundo. As dores de cabeça são divididas em síndromes primárias e secundárias. As primárias não se relacionam a problemas de saúde subjacente, sendo o encéfalo o próprio foco de ação, sendo elas: cefaleia tipo tensão, enxaqueca, cefaleia crônica, cefaleia cervicogênica, cefaleias autonômicas trigeminas. Já as secundárias são decorrentes de patologias estruturais, gerando causa paralela cerebral como: secundárias a infecção do SNC e processos relacionados ao aumento da pressão intracraniana (PIC) como processos expansivos ou coleções. O conhecimento sobre a etiopatogenia da dor de cabeça ainda não está totalmente elucidado, mas ela pode ser caracterizada como um processo dinâmico envolvendo sistemas inter-relacionados de neurotransmissores e neuromoduladores, tal como os gânglios do Trigêmio (TG), que se constitui como um neuromodulador composto por diversos tipos celulares como células gliais de satélite (SGCs) e neurônios pseudounipolares, implicados na progressão da dor craniana. Durante os episódios de cefaléia, ao sensibilizar os gânglios do trigêmio, são liberados peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) e peptídeo ativador da adenilato ciclase da hipófise (PACAP), considerados produtores de dor.

Essa patologia é, por muitas vezes, subdiagnosticada e negligenciada em atendimentos ambulatoriais, com isso aumenta-se a prevalência de seus impactos negativos na população, uma vez que promovem piora da qualidade de vida. Além disso, seus principais fatores desencadeantes são insônia, estresse, história familiar e sexo feminino. Esses fatores estão presentes em pacientes que frequentam todos os tipos de especialidades médicas e não apenas limitado ao atendimento neurológico, sendo nosso objetivo distinguir os tipos de cefaleia, identificar a prevalência desses grupos possibilitando uma profilaxia adequada a fim de diminuir os casos de subnotificação dessa comorbidade. Nosso trabalho se caracteriza como um delineamento transversal de base populacional, com amostragem aleatória de 131 pessoas no AME  Marília, onde foi realizado um levantamento de dados, sendo questionado determinados fatores que influenciam diretamente na determinação de uma cefaleia específica como as características da dor, localização, irradiação, intensidade, idade do aparecimento, duração e frequência, os fatores que desencadeavam seu aparecimento, presença de antecedentes de doença neurológica e os sintomas associados a dor a fim de possuir dados suficientes para análise de seus sintomas concomitantes mais prevalentes. O presente trabalho mostrou uma significante prevalência de cefaleia na população analisada, sendo sua maior porcentagem no sexo feminino entre o grupo dos 19 aos 59 anos.


Keywords


Cefaleia. Comorbidades. Prevalência. Profilaxia.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-342

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