Um Relato de Experiência do Uso de Metodologias Ativas para o Ensino Remoto de Estruturas de Dados em Tempos de Pandemia / An Experience Report of the Use of Active Methodologies for the Remote Teaching of Data Structures in Times of Pandemics

Fátima Luana Abreu da Silva, Zacarias Pereira de Souza Neto, Iorrane Nobre de Holanda, Reudismam Rolim de Sousa

Abstract


Frequentemente, os estudantes da área de computação costumam apresentar problemas com disciplinas referentes à programação. Esses problemas podem ser explicados por alguns motivos, por exemplo, a falta de disciplinas relacionadas ao tema no ensino básico. Para ajudar os estudantes a sanarem essas dificuldades, várias ações para a melhoria dos cursos de graduação foram propostas. No entanto, essas ações geralmente estão relacionadas a disciplinas básicas, tal como Algoritmos. Outras disciplinas como Estruturas de Dados, geralmente, ficam desacompanhadas. Além das dificuldades inerentes à programação, a pandemia causada pelo novo coronavírus impôs novos desafios, tal como o distanciamento social. Diferente de uma disciplina da educação à distância em que há uma equipe de tutores, professores conteudistas e formadores, no ensino remoto, em decorrência da pandemia, o docente em geral precisa realizar todos esses papeis, que pode se tornar um desafio, principalmente, para aqueles que não estão acostumados com o ensino remoto. Dessa forma, novas formas de ensino precisaram ser buscadas. Neste trabalho foi apresentado um relato de experiência sobre o uso de metodologias ativas para o ensino de programação. Foram aplicadas diferentes metodologias ativas, tais como sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas e aprendizagem baseada em projetos para o ensino de uma disciplina de Estruturas de Dados. Como resultado, percebeu-se um aumento no número de sucessos e também nas notas finais dos discentes. Realizou-se também um survey com os participantes que, em geral, ofereceram feedback positivo sobre a abordagem utilizada.


Keywords


pandemia, coronavírus, programação, metodologias ativas

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-292

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