Cirurgia de controle de danos: princípios, etapas críticas e indicações / Damage control surgery: principles, critical steps and indications

Emilayne Nicácio Dias Brito, Bárbara Queiroz de Figueiredo, Júlia Fernandes Nogueira, Sara Claudino dos Santos, Edson Antonacci Junior

Abstract


Este trabalho relatou como ocorre a cirurgia de controle de danos (CCD), evidenciando quais são os 5 estágios fundamentais: indicação, laparotomia abreviada, ressuscitação de controle de danos, tratamento definitivo de lesões e reabilitação. Nesse contexto foi demonstrado que o fator primordial determinante para o sucesso cirúrgico é a escolha do paciente adequado visando preservar a vida desse, tendo em vista que está em estado crítico. Além disso, buscou-se evidenciar quais os principais motivos que levaram a decisão de indicar uma CCD e a taxa de sucesso dessas indicações. Paralelo a isso, é possível notar que casos envolvendo algum tipo de trauma, por deixarem o paciente mais hemodinamicamente instável são os casos mais frequente de se indicar a CCD. Ademais, foi elucidado como cada paciente deve ser analisado em suas particularidades e avaliado constantemente de acordo com os riscos e benefícios do desenvolvimento de posteriores complicações e/ou da tríade letal. Essa revisão integrativa da literatura tem como objetivo avaliar os critérios para a inclusão do paciente à CCD.


Keywords


Cirurgia de controle de danos, Indicações, Implementação

References


BENZ, Daniel; BALOGH, Zsolt J. Damage control surgery: current state and future directions. Current opinion in critical care, v. 23, n. 6, p. 491-497, 2017.

BRESOLIN, B. V. T., et al. Controle de danos em fraturas expostas: relato de caso. Revista Destaques Acadêmico da UNIVATES, Lajeado, RS. v. 10, n. 3, p-75-81, 2018.

GASSER, Bernhard et al. Damage control surgery–experiences from a level I trauma center. BMC musculoskeletal disorders, v. 18, n. 1, p. 1-7, 2017.

GONÇALVES, R, et al. Cirurgia de controle de danos torácicos. Revista Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 43, n. 5, p. 374-381, out 2016.

JI, M. X. et al. A study of damage control theory in the treatment of multiple trauma mainly represented by emergency abdominal trauma. European Review for Medical and Pharmacological Sciences, v. 23, n. 24, p. 11020-11024, 2019.

JÚNIOR, A. C. Controle de danos: uma luz no fim do túnel. Revista Médica de Minas Gerais, v. 24, n. 4., p. 501-508, 2014.

JÚNIOR, A. M. O. G., et al. Controle de danos para lesão de artéria subclávia. Jornal Vascular Brasileiro, v. 19, n. 1, 2020.

KALIL, M., et al. Avaliação epidemiológica de vítimas de trauma hepático submetidas à cirurgia. Revista Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 43, n. 1, p. 22-27, fev 2016.

KALINTERAKIS, Georgios et al. The evolution and impact of the “damage control orthopedics” paradigm in combat surgery: a review. European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology, v. 29, n. 3, p. 501-508, 2019.

MALGRAS, B. et al. Damage control: concept and implementation. Journal of visceral surgery, v. 154, p. S19-S29, 2017.

NUNES, E. D. et al. A relação da aplicação da cirurgia de controle de danos e seus efeitos clínicos. E-book Amplamente: saúde e bem estar, v. 1, n. 1, 2020.

NUNES, E. D., et al. A relação da aplicação da cirurgia de controle de danos e seus efeitos clínicos. Research Gate: Saúde e bem-estar, v. 1, n. 1, 2020

OLIVEIRA, L. C. M. et al. Cirurgia e controle de danos. Revista Corpus Hippocraticum, v. 1, n. 1, 2020.

OLIVEIRA, Lilian Cristina Modesto et al. Cirurgia e controle de danos. Revista Corpus Hippocraticum, v. 1, n. 1, 2020.

ORDONEZ, Carlos A. et al. Damage control surgical management of combined small and large bowel injuries in penetrating trauma: Are ostomies still pertinent? Colomb. Med., Cali, v. 52, n. 2, e4114425,202.

PACHECO, Luis D. et al. Damage-control surgery for obstetric hemorrhage. Obstetrics & Gynecology, v. 132, n. 2, p. 423-427, 2018.

PARKER, H., et al. Impact of initial temporary abdominal closure in damage control surgery: a retrospective analysis. World Journal of Emergency Surgery, Canadá, v. 13, n. 43, 2018.

PIMENTEL, S. K., et al. Cirurgia de controle de danos: estamos perdendo o controle das indicações? Revista Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 45, n. 1, 2018.

SAMUELS, J. M.; MOORE, H. B.; MOORE, E. E. Damage Control Resuscitation. Chirurgia Jornal. v. 112, n. 5, p. 514-523, 2017.

SAMUELS, Jason M.; MOORE, Hunter B.; MOORE, Ernest E. Damage control resuscitation. Chirurgia (Bucharest, Romania: 1990), v. 112, n. 5, p. 514, 2017.

STONE HH, Strom PR, Mullins RJ. Management of the majorcoagulopathy with onset during laparotomy. Ann Surg.1983;197(5):532-5.

TON, Layra et al. Vantagens da cirurgia do controle de danos comparada aos métodos tradicionais de abordagem ao paciente politraumatizado. Revista Eletrônica Acervo Científico, v. 16, p. e5570-e5570, 2020.

URUSHIBATA, Nao; MURATA, Kiyoshi; OTOMO, Yasuhiro. Decision-making criteria for damage control surgery in Japan. Scientific reports, v. 9, n. 1, p. 1-7, 2019.

GONZALEZ-HADAD, Adolfo et al. Damage control in penetrating cardiac trauma. Colomb. Med., Cali, v. 52, n. 2, e4034519,2021.

JÚNIOR, Aloísio Cardoso. Controle de danos: uma luz no fim do túnel. Rev. méd. Minas Gerais, v. 24, n. 4, 2014.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-220

Refbacks

  • There are currently no refbacks.