Terapia larval, uma revisão bibliográfica / Larval therapy, a literature review

Bianca Emanuela Hanzel, Rita Leal Sperotto

Abstract


A terapia larval, também conhecida como larvoterapia, biodesbridamento, bioterapia e biocirurgia, consiste na aplicação de larvas vivas e estéreis, de algumas espécies de moscas, para o tratamento de diferentes tipos de lesões em tecido humano. Uma característica importante na seleção das larvas é a escolha de larvas que cause apenas miíase secundaria, ou seja, se alimentar apenas de tecido necrosado, sendo então chamados de necrófagas. Pode ser considerada uma limpeza biológica com a finalidade de desbridamento, redução do número de microorganismos nelas existentes, diminuição do odor desagradável e promoção do processo de cicatrização. A larvoterapia pode ser usada no tratamento de diferentes feridas, como, feridas diabéticas, úlceras de decúbito e pressão, queimaduras, fasciítes necrotizantes, gangrenas, tumores, feridas pós-cirúrgicas, vasculogênicas, lesões traumáticas, dentre outros ferimentos necrosados, infectadas ou não. Atualmente, está terapia é realizado em países como Estados Unidos, Austrália, Israel, Colômbia, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suécia, Suíça, Bélgica, Áustria, Canadá, Ucrânia, Tailândia, Hungria, entre outros. No Brasil a maioria dos relatos encontrados é de estudos realizados apenas na aplicação em modelos animais experimentais, principalmente ratos, e em processos de esterilização dos ovos. Porém, em 2014, foi desenvolvido no Brasil o primeiro trabalho de Terapia Larval com aplicação em humanos, que demonstrou resultados positivos no tratamento de 5 paciente com lesão diabética em membros inferiores.


Keywords


Terapia Larval, Larvoterapia, Biodebridamento, Miíase Secundária.

References


FRANCO, Letícia Cunha; FRANCO, Washington Cunha; BARROS, Sávio Bertone Lopes; ARAÚJO, Caroline Marinho; REZENDE, Hanstter Halisson Alves. Aceitabilidade da terapia larval no tratamento de feridas. São Paulo: Revista Recien. 2016.

FRANCO, Letícia Cunha. Avaliação da aceitabilidade da terapia larval no tratamento de feridas. Disponível online: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tde/702/1/Leticia%20Cunha%20Franco.pdf Acesso em: 26 abril., 2020.

MASIERO, Franciéle; MARTINS, Demetrius; THYSSEN, Patricia. Terapia Larval e a aplicação de larvas para cicatrização: revisão e estado da arte no Brasil e no mundo. Disponívelonline:https://www.researchgate.net/publication/293193664_Terapia_Larval_e_a_aplicacao_de_larvas_para_cicatrizacao_revisao_e_estado_da_arte_no_Brasil_e_no_mundo Acesso em: 22 abril., 2020.

MASIERO, Franciéle. O uso de larvas de dípteros (Arthropoda: Insecta) para o tratamento de lesões tegumentares: uma abordagem multissistêmica. Disponível online:http://guaiaca.ufpel.edu.br/bitstream/prefix/4446/1/tese_de_franciele_de_souza_masiero.pdf Acesso em: 26 abril., 2020.

NITSCHE, Maria José Trevizani. Avaliação da recuperação das lesões cutâneas por meio da terapia larval utilizando como modelos ratos Wistar. Disponível online: https://www2.ibb.unesp.br/posgrad/teses/bga_do_2010_maria_nitsche.pdf Acesso em: 26 abril., 2020.

PINHEIRO, Marília Augusta Rocha de Queiroz. Terapia larval: uso de larvas de Chrysomya megacephala (Diptera, Calliphoridae) no tratamento de úlceras crônicas em pacientes diabéticos no Hospital Universitário Onofre Lopes- Natal, RN. Disponível online: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/23572 Acesso em: 22 abril., 2020.

RAFTER, Linda. Larval therapy applied to a large arterial ulcer: an effective outcome. British Journal of Nursing, v. 22, 2013.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-198

Refbacks

  • There are currently no refbacks.