Avaliação da produção de energia de um sistema fotovoltaico instalado na Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campus Higienópolis / Evaluation of energy production from a photovoltaic system installed at Mackenzie Presbyterian University – Campus Higienópolis

G. T. Cozaciuc, T.M. M Passos, P.F.M. Sampaio, José Pucci Caly, Maria Thereza de Moraes Gomes Rosa, Daniela Helena Pelegrine Guimarães, Míriam Tvrzská de Gouvêa

Abstract


Embora, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), desde 2016 mais de 40% da energia produzida no Brasil seja de fontes renováveis, e apesar do fluxo de irradiação solar sobre o Brasil ser elevado, menos de 0,04% da energia produzida no Brasil vinha da energia solar em 2016 e atualmente este percentual ainda é baixo, sendo da ordem de 2%. Contribui para isto, não apenas a abundância de recursos hídricos, mas o fato de que a obtenção de energia de placas fotovoltaicas ser  tida como cara e complexa. Visando a melhor compreender as barreiras na implementação de painéis fotovoltaicos para a produção de energia elétrica e de modo a promover a ampliação de seu uso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie instalou na laje dos prédios 31 e 33 do campus de Higienópolis em São Paulo, 82 módulos de painéis solares do fabricante Canadian Solar, os quais foram instalados em 4 diferentes arranjos, ocupando uma área de 132 m² da laje. Cada arranjo é composto ou de placas de diferentes tipos ou é formado por placas instaladas com diferentes inclinações, ou seja, com diferentes ângulos de azimute. Neste trabalho, comparam-se os dados medidos de produção de energia elétrica durante os meses de setembro a novembro de 2016 com os valores preditos pelo simulador BlueSol 3.0. A irradiação solar sobre a laje também foi medida. A diferença entre os valores simulados e medidos para a produção de energia nos meses de setembro e outubro foi compatível com a diferença de irradiação solar real e considerada pelo software e também com a limpeza da superfície das placas efetuada no mês de outubro. Observou-se uma maior discrepância entre os valores simulados e preditos no mês de novembro, evidenciando de que há outros fatores, como possivelmente a temperatura das placas e hipóteses de modelagem que causam a divergência entre valores simulados e medidos. Contudo, os desvios não foram elevados, sendo da ordem de no máximo 5%. Neste trabalho, usou-se o software para mostrar como a produção de energia elétrica poderia ser aumentada, obtendo-se um aumento de 6% na produção alterando-se apenas o arranjo dos painéis.


Keywords


Células fotovoltaicas, simulação, medição da produção de energia.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-186

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