O uso do jogo “baralho das funções” no ensino aprendizagem de função afim / The use of the "deck of functions" game in teaching and learning about affine functions

Gilvânia Rodrigues Fontenele, Veríssimo Docarmo Neto

Abstract


O presente trabalho é resultado de um acompanhamento realizado a duas turmas de 1º ano do ensino médio na disciplina de Matemática através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação á Docência (PIBID). No início do projeto percebemos que os estudantes estavam com dificuldade no conteúdo de função afim e que havia a necessidade de fazer uma abordagem diferente da convencional para estimular a participação dos discentes nas aulas e consequentemente melhorar a aprendizagem. Partiu-se da ideia de utilizar o lúdico, pois muitos alunos aprendem mais quando estão manipulando algum material, interagindo na aula do que com uma aula expositiva onde apenas o professor é o detentor do conhecimento. Segundo Mendes (2009), O uso dos materiais concretos nas aulas de Matemática é uma ótima alternativa que contribui para a realização de intervenções do professor em sala de aula, pois os materiais são utilizados pelos próprios alunos, geralmente trabalhando em grupos pequenos, assim, o aluno se torna um agente ativo na construção do próprio conhecimento matemático.

 É importante também trabalhar a autonomia dos estudantes em sala de aula e incentivá-los a serem mais ativos no processo de construção do conhecimento pois segundo Freire (1996, p.24) “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua própria construção”. Partindo dessa perspectiva, decidimos trabalhar um jogo denominado “Baralho das funções”. Este jogo consiste em 48 cartas com 12 expressões diferentes que expressam cada uma das distintas formas de equação, gráficos e tabelas de valores. O princípio do jogo é agrupar cartas correspondentes. Cada jogador tinha que formar um conjunto de três cartas de mesmo significado, ao final os discentes foram premiados com chocolates, como uma recompensa pelo empenho. Os vencedores do jogo ganharam uma porção maior. Os estudantes se sentiram atraídos pela dinâmica do jogo e participaram efetivamente da aula. Percebeu-se que os alunos melhoraram muito seu desempenho no conteúdo pois não se sentiam motivados em praticar os cálculos, mas com o jogo, eles realizavam os cálculos brincando e sempre pediam auxílio quando precisavam, pois todos queriam ganhar o jogo para serem recompensados. Com isso, o desempenho dos discentes que participaram ativamente desta atividade foi muito satisfatório, comprovando assim que é sempre muito importante o professor inovar sua metodologia e apostar no material concreto é uma ótima alternativa.


Keywords


Aprendizagem, Função Afim, Jogo.

References


FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

MENDES, I. A. Matemática e investigação em sala de aula. 2ª edição. São Paulo, Editora Livraria da Física, 2009.

LARA, I. C. M. Jogando com a matemática: na educação infantil e nos Anos Iniciais. 2ª edição. Catanduva- SP: Editora Rêspel, 2011

NUNES, Daniel et al. Detetive x: uma abordagem matemática através de jogos digitais educativos. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.7, n.6, p. (1-18), junho, 2021. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/30608. Acesso em: 22/06/2021

SKOVSMOSE, Ole. Educação matemática crítica: a questão da democracia. 3. ed. São Paulo: Papirus, 2001. 163 p.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n7-176

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