A saúde mental do enfermeiro em unidade oncológica pediátrica / The mental health of nurses in a pediatric oncology unit

Patrícia Santiago Da Mota De Oliveira Ramos, Fabíola Vieira Cunha, Andreara De Almeida E Silva

Abstract


O câncer na criança e no adolescente, entre 0 e 19 anos, ou infanto-juvenil, corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Objetivo: O presente estudo apresenta como objetivo geral identificar quais fatores interferem na saúde mental dos profissionais enfermeiros que trabalham em oncologia pediátrica. Como objetivo específico: Desenvolver um modelo de estratégias de enfrentamento frente aos sentimentos apresentados pelo enfermeiro durante assistência de enfermagem em oncologia pediátrica. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, para tanto, foram utilizadas as seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Nation Center for Biotechnology Information (PubMed) e a biblioteca virtual Scientific Eletronic Library On-line (SciELO), em que foram selecionados 12 estudos publicados no período de 2010 a 2020. Resultados: Os anos com maior número de publicações são 2019, 2016 e 2012, respectivamente com 16,7% em cada ano, totalizando 50,1%, os demais 49,9% se subdividem entre os anos de 2020, 2018, 2017, 2015, 2013 e 2010, sendo cada um com 8,3%. Foi desenvolvido um modelo de enfrentamento frente aos sentimentos apresentado pelo enfermeiro durante assistência de enfermagem em oncologia pediátrica.  Denota-se que o enfrentamento poderá ocorrer sob dois focos diferenciados: pessoal e o profissional. As estratégias pessoais contemplam a realização de atividades de lazer prazerosas. Em contrapartida, a maior responsabilidade pelo enfrentamento, buscando minimizar as causas que podem prejudicar a saúde mental do enfermeiro, incide sobre as questões profissionais, nas seguintes conformidades: acompanhamento psicológico, formação continuada, trabalho em equipe, valorização dos aspectos subjetivos do trabalho. Conclusão: Ressalta-se que os profissionais de enfermagem que trabalham em oncologia pediátrica, assim como qualquer indivíduo, necessita de um olhar atencioso, mediante a presença de fatores estressores, visto que o desencadeamento de doenças ocupacionais, além de comprometer a qualidade da assistência de enfermagem, ainda poderá propiciar o afastamento do profissional de suas atividades laborais.


Keywords


Enfermagem, Pediatria, Adaptação psicológica, Estresse psicológico, Saúde do trabalhador

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-548

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