Incidência da episiotomia e a ótica/autonomia das puérperas acerca do procedimento em um hospital público / Incidence of episiotomy and the optics/autonomy of puerperas about the procedure in a public hospital

Albânia Aparecida Gonçalves Lima, José Renato Paulino de Sales, Viviane de Souza Brandão Lima, Cibelly de Souza Brandão, Aline Caroline Bezerra de Rebouças, Vinícius Costa Maia Monteiro, Vinícius Laranjeira Gama, José Israel Emanuel de Medeiros

Abstract


Introdução: A episiotomia é um procedimento realizado no período expulsivo do parto e consiste na expansão do períneo através de uma incisão cirúrgica, a qual se iniciou com a justificativa de colaborar com os partos mais trabalhosos, mas que atualmente tornou-se uma técnica realizada de forma indiscriminada e não seletiva. Objetivo: avaliar a incidência da episiotomia e a ótica/autonomia das puérperas acerca do procedimento. Método: trata-se de uma pesquisa de caráter documental-descritiva, de abordagem quanti-qualitativa, realizada no Hospital Professor Agamenon Magalhães, com 13 puérperas que se encontravam internadas após darem a luz, no período de abril de 2019. O processo de coleta foi realizado em duas etapas: 1- através de uma análise documental; 2- uma entrevista semi-estruturada. Resultados e Discussões: O estudo revelou que em 2018 ocorreu no referido hospital, uma incidência de 40,1% de episiotomias. A faixa etária predominante foi de 18 a 25 anos (61,5%), a escolaridade foi ensino médio completo (61,5%) e a quantidade de primíparas episiotomizadas (n=7; 53,8%) foi similar o das multíparas (n=6; 46,2%). Quanto à distribuição dos dados relacionados ao conhecimento das puérperas, 69,2% afirmaram ter conhecimento prévio sobre o assunto. Para a maioria das puérperas o propósito da episiotomia seria para expansão do canal parturitivo. Sobre o repasse de informações por profissionais de saúde sobre o assunto, 23,1% das mulheres receberam algum tipo de informação durante o parto e 100% delas não tiveram qualquer participação nas decisões alusivas à prática, 46,2% das mulheres haviam passado anteriormente pela experiência da episiotomia e todas relataram alguma complicação. Conclusão: Concluiu-se que os profissionais precisam reavaliar suas práticas no atendimento as parturientes, realizando condutas individualizadas de acordo com as peculiaridades de cada mulher e que as unidades hospitalares invistam em educação continuada através de treinamentos e atualizações da equipe multiprofissional.


Keywords


Autonomia Pessoal, Episiotomia, Incidência, Obstetrícia, Parto Normal, Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-458

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