Classificação da beterraba comercializada na Ceasa Minas – Uberlândia e suas perdas pós-colheita / Beet classification commercialized at Ceasa Minas - Uberlândia and its post-harvest losses

Aline Silva de Abreu Dantas, Vanessa Cristina Caron, Eder Júlio de Jesus

Abstract


A classificação vegetal de frutas e hortaliças é importante para agregar valor e manter a qualidade de tais produtos. Objetivou-se classificar as beterrabas comercializadas na Central de Abastecimento de Minas Gerais S.A. (CEASA) de Uberlândia - MG, identificando fatores de suas perdas pós-colheita. A classificação utilizada no estudo classifica a beterraba em quatro itens: Grupo (forma), Subgrupo (cor da polpa), Classe (calibre ou tamanho) e Categoria (incidência de defeitos, os quais podem ser graves ou leves). Percebeu-se que 68% das beterrabas comercializadas na CEASA pertencem ao grupo achatado, 90% ao subgrupo vermelho e as classes 90 e 50 são as mais vendidas, representando 61% e 25%, respectivamente. O percentual de defeitos foi de 31% para os leves (642.633,1 Kg) no acumulado de janeiro a setembro de 2016, e 22% para os defeitos graves (456.062,2 Kg).  Estes últimos resultam em descarte do produto, pois são impróprios para o consumo, já que são classificados como murchos, podres, rachados e esmagados. As principais causas destes defeitos são por manuseio, transporte e armazenamento inadequados. Com estes dados, percebe-se que a classificação das beterrabas da CEASA-Uberlândia seguem o padrão da CEAGESP, porém possui um padrão de qualidade aquém do desejado, visto que apenas 47% das beterrabas são caracterizadas como Extra (sem defeitos graves). Esse cenário torna imprescindível a necessidade de uma ação quanto à conscientização dos produtores no tocante da aplicação de Boas Práticas Agrícolas e da Seleção e Classificação Oficial de tal produto.


Keywords


Qualidade, Defeitos, Categoria, Produto hortícola.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-285

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