Benefícios do tratamento não farmacológico junto à levodopa no tratamento da doença de Parkinson / Benefits of non-pharmacological treatment with levodopa in the treatment of Parkinson's disease

Artur Bruno Silva Gomes, Bettyjany de Araújo Melo Granja, Katherine Pinaud Calheiros de A. Melo, Tarcísio Fernando Honorio da Silva, Jaim Simões de Oliveira

Abstract


INTRODUÇÃO: Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurológica, crônica e progressiva, de causa idiopática, que atinge o sistema nervoso central e compromete os movimentos. Patologia típica do envelhecimento, apresenta maior incidência quanto maior é a faixa etária, na maioria dos pacientes, ela surge a partir dos 55 aos 60 anos e sua prevalência aumenta a partir dos 70 aos 75 anos. Comumente tratada de forma medicamentosa, mediante ao fármaco levodopa discutem-se novas formas terapêuticas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa, na qual foi realizada pesquisa nos portais eletrônicos do PUBMED, SCIELO e da BVS. Para as buscas, utilizaram-se os descritores: doença de Parkinson, parkinsonismo, tratamento não farmacológico. Como critério de inclusão, selecionaram-se artigos que publicados a partir de janeiro de 2014 até junho de 2020, nas línguas inglesa, portuguesa ou espanhola, enquanto critérios de exclusão descartaram-se duplicatas artigos que não adequassem ao recorte de análise. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O estudo objetivou identificar as formas de tratamento multifatoriais e de reabilitação e obteve como resultado que a escolha terapêutica individualizada a cada paciente, atrelada às perspectivas nutricionais, ao exercício físico e à fisioterapia, e técnicas, tais quais a cinesioterapia domiciliar são estratégias de cuidado e da garantia da qualidade de vida nos pacientes com DP. A reabilitação funcional-cognitiva, foi verificada jogos e dispositivos a partir dos espaços virtuais, e por meio da aplicação da musicoterapia interligada à dança estimulou-se a cognição no domínio emocional, ao mesmo tempo que ofereceu benefícios no controle motor. Ademais, métodos alternativos, como a yoga, que uma vez adaptados a esses pacientes, auxiliam no alinhamento postural e dos movimentos. Assim, a assistência multiprofissional proporciona ao portador da doença uma melhora acentuada, de modo menos invasivo. CONCLUSÃO: Logo, a realidade que se vivencia no tratamento da DP é da farmacoterapia, aliada à reabilitação funcional pela intervenção fisioterapêutica, terapia ocupacional e à socialização integrada ao espaço virtual.


Keywords


Idosos, Doença de Parkinson, Tratamento não farmacológico, Realidade Virtual, Equipe multiprofissional.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-198

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