Composição centesimal da amêndoa do endocarpo da ameixa – Resíduo Alimentar/ Centesimal composition of plum endocarp almond - Food waste

Maria do Rosário de Fátima Padilha, Vitoria Brenda do Nascimento Souza, Neide Kazue Sakugawa Shinohara, Maria Karollyna Gomes da Silva, Ana Flávia Mendes Ferreira, Izabela Batista dos Santos, Gabriela Oliveira Carneiro, Monica Helena Panetta

Abstract


O Brasil é um grande produtor de frutas. Elas são fundamentais na alimentação e pelo seu diferencial em agregar saúde. Conservá-las para longos períodos tem início desde primórdios da civilização. No entanto, ao serem processadas partes importantes podem ser desperdiçadas pelo processo de industrialização ou pela exigência do mercado. No Brasil o percentual de resíduo orgânico é muito alto. E isto não é bem diferente quando o alimento é de origem vegetal, em especial as frutas. A ameixa desidratada quando comercializada pode ser revendida na forma de ameixa com caroços e sem caroços. Esses resíduos (caroços) são denominados de endocarpos lignificados, que contêm em seu interior amêndoas. O objetivo desta pesquisa foi determinar a composição da amêndoa do endocarpo da ameixa desidratada (AEAD). Realizaram-se análises para caracterizar a composição centesimal da AEAD seguindo os métodos descritos nas Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz (IAL, 2008). Também foram realizadas análises de acordo com a legislação vigente no Brasil, Instrução Normativa n°60 (BRASIL, 2019), para avaliação da qualidade sanitária da amêndoa. O estudo mostra que o resíduo amêndoa do endocarpo da ameixa desidratada (AEAD), apresenta um excelente conteúdo de macronutrientes, com destaque para o conteúdo de proteínas, que embora sejam de origem vegetal, podem ser agregadas a outros ingredientes alimentícios na elaboração de novos produtos. E ainda, explica-se que para a utilização desses resíduos em propostas alimentares é necessário um planejamento educacional da população, pois ela ainda não está preparada para este tipo de costume.


Keywords


resíduo alimentar, amêndoa, endocarpo lignificado, partes alimentícias não convencionais, composição centesimal.

References


ABERC. Manual ABERC de Práticas de Elaboração e Serviço de Refeições para Coletividades. 11ª edição, 2015, 274p.

ABRELPE. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil- 2010. São Paulo: Abrelpe; 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº 60 de 23 de dezembro de 2019. Estabelece as listas de padrões microbiológicos para alimentos. Diário Oficial da União.

CASTRO, L. A. S. (Ed.). Monitoramentos realizados no cultivo da ameixeira na região Sul do Brasil visando adaptação das recomendações técnicas. – Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2008, 39p.

CASTRO, L. A. S, NAKASU, B. H, PEREIRA, J. F. M. Ameixeira: Histórico e Perspectivas de Cultivo. Circular Técnica 70. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Pelotas: RS, 2008, 10p.

CELESTINO, S. M. C. Princípios de secagem de alimentos. Planaltina, DF: EMBRAPA Cerrados, jan., 2010. (EMBRAPA- Cerrados, Documentos, 276).

COSTA, R. C. Determinação de parâmetros (sólidos solúveis, pH e acidez titulável) em ameixas intactas usando espectroscopia no infravermelho próximo e seleção de comprimento de onda. 2013. 148 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Química, Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Ciências Exatas e da Terra Instituto de Química, Natal-RN, 2013.

EIDAM, T.; PAVANELLO. A.P.; AYUB, R.A. Ameixeira no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura. v. 34, n. 1, p. 001 – 319, 2012.

FIB - REVISTA FOOD INGREDIENTS BRASIL, n. 26, p. 69-83, 2013. Alimentos desidratados. Disponível em: < http://revista-fi.com/edicoes/53/#p=80 >. Acesso em 30.09 2020.

FRANCO, M. F. Agentes Etiológicos de Doenças Alimentares. Niterói: Editora da UFF, 2012.

GOUVEIA, N. Resíduos sólidos urbanos: impactos socioambientais e perspectiva de manejo sustentável com inclusão social. Ciência & Saúde coletiva. v.17, n.6, 2012.

GRIPPI, S. Lixo, reciclagem e sua história. Rio de Janeiro: Interciência. 2001.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, PNSB -2008. Rio de Janeiro: IBGE;2010.

MASTROROSA, L. Conheça os vários tipos de frutas secas. Revista Casa e Jardim, 2017. Diponível em: https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Reportagens/Comida/noticia/2017/11/conheca-os-varios-tipos-de-frutas-secas.html. Acesso: 10.02.2020.

MAYER, N.A.; FRANZON, R.C.; RASEIRA, M.C. Pêssego, Nectarina e Ameixa; o produtor pergunta a Embrapa responde. Editores técnicos. Brasília, DF: Embrapa, 2019.

MENDONÇA, L. P., COSTA, M. G. A., DA SILVA MACEDO, R. C. B., JÚNIOR, R. D. A. S., DE OLIVEIRA SANTANA, F. E.; SILVa, L. R. C. (2020). Doenças emergentes de origem alimentar: Uma revisão. Revista Brasileira de Educação e Saúde, 10(3), 1-6.

MUCELIN, C.A.; BELLINI, M. Lixo e impactos ambientais perceptíveis no ecossistema urbano. Sociedade & Natureza, Uberlândia, v.20, n.1, p.111-124, jun. 2008.

NAGI, L.; GABRIEL, L.N.M; RIPPEL, T.S.; FIORI, M.A.; MELLO, J.M.M.; DALCANTON, F. Extração do óleo da semente da ameixa amarela (Eriobotrya japonica). Revista CSBEA – v. 3, n. 1, p. 1 – 7, 2017.

ONU. Organização das Nações Unidas. The Millennium Development Goals Report. 2015. United Nations New York, 2015, 75p. Disponível em: http://mdgs.un.org/unsd/mdg/Resources/Static/Products/Progress2015/English2015.pdf. Acesso: 05.03.2021.

PADILHA, M.R.F., SOUZA, V.B.N., SHINOHARA, N.K.S., PIMENTEL, R.M.M. Plantas Alimentícias não Convencionais presentes em Feiras Agroecológicas em Recife: Potencial Alimentício. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 6, n. 9, p.64928-64940 ,sep. 2020.

RORIZ, R.F.C. Aproveitamento de resíduos alimentícios obtidos das centrais de abastecimento do estado de Goiás s/a para alimentação humana. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goias, Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, 2012.

SALFINGER Y, TORTORELLO ML. Compendium of methods for microbiological examination of foods. 5ed. DC: American Public Health Association, 2015.

SILVA, N.; JUNQUEIRA, V.; SILVEIRA, N.; TANIWAKI, M; GOMES, R.; OKAZAKI, M. Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos e Água. 5ª ed., São Paulo: Blucher, 2017.

SOUSA, M.S.B; VIEIRA, L.M.; SILVA, M.J.M; LIMA, A. Caracterização nutricional e compostos antioxidantes em resíduos de polpas de frutas tropicais. Ciência e Agrotecnologia. v.35 n.3, p. 554-559, Lavras maio/jun. 2011.

SOUZA, T.A.C. Segurança microbiológica dos resíduos sólidos de fecularia e aplicação em bolos para a alimentação humana.2011. Dissertação. Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Universidade Federal de Goiás. Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos.78p. 2011.

STORCK, C.R.; BASSO, C.; FAVARIN, F.R.; RODRIGUES, A.C. Qualidade microbiológica e composição de farinhas de resíduos da produção de suco de frutas em diferentes granulometrias. Braz. J. Food Technol., Campinas, v. 18, n. 4, p. 277-284, out./dez. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/1981-6723.1615

TACO. Tabela brasileira de composição de alimentos / NEPA – UNICAMP - 4. ed. rev. e ampl.. -- Campinas: NEPA-UNICAMP, 2011.161 p.

ZAGO, V.C.P.; BARROS, R.T.V. Gestão dos resíduos sólidos orgânicos urbanos no Brasil: do ordenamento jurídico à realidade. Eng Sanit Ambiental. v.24, n.2, mar/abr, p. 219-228, 2019.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-079

Refbacks

  • There are currently no refbacks.