Fazer agroecologia é subversivo para os praticantes do agronegócio / Doing agroecology is subversive to agribusiness practitioners

Ana Maria Motta Ribeiro, Inês Beltrão Gama Vieira, Cecília Werneck Rocha

Abstract


Inspirada nos fundamentos e conceitos da Agroecologia, este artigo buscou apresentar a experiência prática do tripé ensino-pesquisa-extensão através de uma disciplina da graduação do curso de Sociologia. A disciplina de Práticas Agroecológicas propiciou a integração de alunos de diversos outros cursos, associada ao projeto de extensão Mutirão de Agricultura Ecológica (M.Ã.E.) e produzindo pesquisa nas diversas áreas do conhecimento. Tendo como base de condução da disciplina uma metodologia baseada na autogestão dos alunos, na formação do conhecimento pluriversitário baseado no diálogo de saberes, na aplicação prática da agroecologia em espaços de convivência e na ampliação da compreensão sobre o lugar político e social que a agroecologia ocupa, um novo modelo de conhecimento dentro da universidade foi experimentado ante aos novos desafios impostos no cumprimento da sua função transformadora na sociedade. Este experimento propiciou a formação de alunos através da prática agroecológica articulada aos movimentos sociais organizados do campo, que lutam pela democratização da terra, pela produção de alimentos saudáveis e pela inclusão social de subalternizados, como também, fortaleceu o projeto de extensão com a entrada de novos membros, difundindo e ampliando o alcance da agroecologia como diálogo e respeito de saberes. É neste sentido que a agroecologia é vista como subversiva para os praticantes do agronegócio.


Keywords


Agroecologia, Diálogo, Autogestão, Multidisciplinaridade, Movimentos Sociais

References


ACSELRAD, Henri. “Justiça ambiental - ação coletiva e estratégias argumentativas”. In: ___. et al. (Org.) Justiça ambiental e cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004.

ALTIERI, Miguel. “Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável.” Ed. Agropecuária e Ed. ASPTA, 2012.

BARREIRA-BASSOLS, N.; TOLEDO, V.M.; Memória Biocultural: a Importância

Ecológica dos Saberes Tradicionais. Barcelona, ICARIA Editorial, 2009.

BIAZOTI, André; ALMEIDA, Natália; TAVARES, Patrícia (Org.). “Caderno de metodologias, inspirações e experimentações na construção do conhecimento agroecológico.” [s.l]: Aba, 2017.

FREIRE, Paulo. “Extensão ou Comunicação?” Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.

LIMA, J. C. “Participação, empreendedorismo e autogestão: uma nova cultura do trabalho?.” Sociologias [online]. 2010, vol.12, n.25, pp.158-198. Dec. 2010. Disponível em: . Acesso em: 02/09/2019.

LEFF, Enrique. “Agroecologia e Saber Ambienta”. Porto Alegre, v. 3. n. 1. Jan/Mar: 2002

PORTO-GONÇALVES, CW. “A nova des-ordem mundial.” São Paulo: UNESP; 2006

RIBEIRO, Ana Maria Motta e AZEVEDO, Thais M. Lutterbach S. Azevedo - "Sociedade humana: uma discussão sobre a importância da dimensão cultural e social como base do pensamento crítico e antropológico-jurídico", IN, Petro Nardella-Dellova (direção e organização) - ANTROPOLOGIA JURÍDICA. Uma Contribuição sob múltiplos olhares. Scortecci Editora, S.P., 2017 (PP. 74 - 96).

SANTOS, Boaventura de S. “A Universidade no Século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade.” São Paulo; Cortez, 2004.

SOSA, Braulio Machín et al. Revolução Agroecológica: O Movimento de Camponês a Camponês da ANAP em Cuba. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012. 152 p.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n6-022

Refbacks

  • There are currently no refbacks.