Acúmulo de carbono na biomassa de plantas de mogno brasileiro (Swietenia macrophylla) em área de reflorestamento / Carbon accumulation in the biomass of brazilian mahogany plants (Swietenia macrophylla) in reforestation area

Athina Tafnis da Soledade Silva, Renata Simão Siqueira, Daiane de Cinque Mariano, Ricardo Shigueru Okumura, Kessy Jhonnes Soares da Silva, Sintia Valerio Kohler, Ângelo Augusto Ebling

Abstract


As florestas apresentam grande potencial na diminuição do impacto das mudanças climáticas por meio da fixação de carbono e, devido à baixa reposição das espécies em áreas antropizadas, o reflorestamento tem sido crucial em todo território nacional. O objetivo do trabalho foi avaliar o crescimento, a taxa de mortalidade e o acúmulo de carbono na biomassa de plantas de Swietenia macrophylla King. em área de reflorestamento. A área experimental totaliza 4 ha, localizada nas coordenadas 6°29'1.92"S e 50°19'21.03"O, município de Canaã dos Carajás – PA, e se encontra em processo de reflorestamento. Foram realizadas seis avaliações nas mudas de mogno brasileiro que ocorreram aos 12 dias, 8 meses, 11 meses, 15 meses, 20 meses e 24 meses após o plantio. As variáveis mensuradas foram: altura da planta (h) e diâmetro de colo (DC). O cálculo de carbono foi realizado utilizando o valor médio da densidade básica da madeira para espécies florestais da Amazônia (0,59 g.cm-3) e a estimativa foi feita pelo método indireto de quantificação. Foram calculados os incrementos em altura e em diâmetro, a taxa de mortalidade, correlação de Pearson e o volume de carbono na biomassa das plantas. O crescimento em altura em 2018 foi de 1,4 m e em diâmetro 2,62 cm e em 2019 foi de 3,80 m e 5,46 cm. Na avaliação de 20 meses após o plantio a correlação entre as variáveis DC e h foi fraca, e o total de carbono acumulado na biomassa das plantas de mogno brasileiro foi 0,0021 Mg.C-1. Aos 24 meses houve correlação forte entre as variáveis DC e h e o volume de carbono acumulado na biomassa das plantas foi de 0,0023 Mg.C-1. O acúmulo de carbono na biomassa do mogno brasileiro em 24 meses mostra que a espécie tem potencial para projetos de incorporação de carbono por meio de reflorestamentos. A taxa de mortalidade associada a implantação do mogno brasileiro foi de 4,8%.


Keywords


crescimento florestal, recuperação de áreas degradadas, sequestro de carbono

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv.v7i5.30143

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