Arquitetura nas freguesias de Florianopolis / Architecture in Florianopolis parishes

Helenne Jungblut Geissler

Abstract


O artigo analisa a arquitetura nas Freguesias do Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui situadas na ilha no município de Florianópolis, Santa Catarina e Sul do Brasil. A metodologia inclui revisão bibliográfica e entrevistas. Foram avaliados os critérios tipologia, sistema construtivo, estética, esquadrias, padrões de materiais, padrões cromáticos e ornamentação. Os resultados mostram as modificações através do tempo. Há dois tipos essenciais de casa; colonial e independência. A casa colonial é uniforme, simples, térrea, pequena com porta e uma ou duas janelas. O sobrado da independência tem dois pavimentos e três eixos. Há variações e casas com até cinco ou oito janelas. Do século XVII ao XIX os princípios permaneceram na planta baixa. O sobrado evoluiu da casa colonial, ampliando e modificando-a. A dimensão eram quatro (4) a oito (8) metros de largura. A casa colonial tinha telhado duas águas. No século XVII as casas eram assimétricas e usava-se pedra ou pau-a-pique, havia verga curva e cobertura com telhas canal. No século XVIII as casas eram simétricas e usava-se tijolo e verga reta. No século XVII havia simplicidade. A decoração e subdivisões internas eram privilégio das elites. Casas sofisticadas ocorriam em esquina. A ornamentação tornou-se rebuscada em 1840. Há influências neoclássicas em 1870 e o fim das formas históricas no fim do século XIX, surge a casa solta no lote.


Keywords


arquitetura, casas, imigrantes açorianos e madeirenses.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv.v7i5.30018

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