O tempo lógico de Lacan na resolução de problemas matemáticos: uma proposta do pensar matematicamente em três momentos observáveis / Lacan's logical time in solving mathematical problems: a proposal for thinking mathematically in three observable moments

Edel Alexandre Silva Pontes

Abstract


Diversas pesquisas são realizadas em Educação Matemática e áreas afins e apontam que a maioria dos alunos enfrentam dificuldades no aprendizado de Matemática. Este trabalho objetivou apresentar uma proposta pedagógica na resolução de problemas matemáticos conectados aos três momentos observáveis sugeridos por Jacques Lacan: Instante de ver, Tempo de Compreender e o Momento de Concluir. Será que o pensar matematicamente ocorre verdadeiramente no ato de ensinar e aprender matemática? Metodologicamente, a pesquisa foi realizada com a participação de 20 alunos de um curso técnico de informática de uma instituição federal. O estudo constituiu em desafiar os alunos a resolver problemas de matemática seguindo a sugestão proposta. A utilização consciente de uma metodologia diferente de ensino e aprendizagem de matemática incide nos princípios educativos e fortalece a construção de conhecimentos e saberes. Os resultados obtidos mostram que os alunos intuitivamente estão bem preparados para resolver problemas. Em contra partida, nota-se uma dificuldade no momento de formalizar as hipóteses para a resolução dos problemas por algum método matemático. Espera-se que outras propostas metodológicas para o ensino e aprendizagem de matemática sejam postas em prática consolidando todo o processo educativo.


Keywords


Ensino e aprendizagem de matemática, Tempo lógico de Lacan, Pensamento matemático.

References


ALLEVATO, Norma .S.G.; ONUCHIC, Lourdes. R. Ensinando Matemática na Sala de Aula através da Resolução de Problemas. Boletim GEPEM, Rio de Janeiro, n.55, p.1-19, 2009.

ALVARENGA, Karly Barbosa; ANDRADE, Iris Danúbia; DE JESUS SANTOS, Ricardo. Dificuldades na resolução de problemas básicos de matemática: um estudo de caso do agreste sergipano. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, v. 12, n. 24, p. 39-52, 2016.

ARAÚJO, Fabíola Menezes de. O tempo em Lacan. Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica, v. 19, n. 1, p. 103-114, 2016.

CARVALHO, Dione Lucchesi de. Metodologia do ensino de matemática. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

D’AMBRÓSIO, Beatriz S. Como ensinar matemática hoje. Temas e debates, v. 2, n. 2, p. 15-19, 1989.

DA SILVA, Josias Pedro; DA SILVA LIMA, Iranete Maria; GITIRANA, Verônica. Ensinar Matemática a Luz de uma Perspectiva Crítica: algumas reflexões. Ensino da Matemática em Debate (ISSN 2358-4122), v. 6, n. 3, p. 180-198, 2019.

DE ALMEIDA, Nara Gabriela Nascimento. A importância da metodologia científica através do projeto de pesquisa para a construção da monografia. Folha de Rosto, v. 2, n. 1, p. 57-66, 2016.

DEVLIN, Keith. O gene da matemática. Rio de Janeiro: Record, 2004.

FRÖHLICH, Cláudia Bechara; RICKES, Simone Moschen. O tempo de Compreender e as Letras: Uma Proposta de Pesquisa, 2012.

GHELLI, K. G. M.; SANTOS, A. O.; OLIVEIRA, G. S. Investigações Matemáticas: Fundamentos Teóricos Para Aprendizagem Matemática nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. In: VII ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO e III CONGRESSO INTERNACIONAL DE TRABALHO DOCENTE E PROCESSOS EDUCATIVOS, 7, 2015, Uberaba.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

LACAN, J. O tempo lógico e a asserção a certeza antecipada. In____. Escritos/ Jaques Lacan, tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1998.

LESTER, F. O que aconteceu à investigação em resolução de problemas de Matemática? A situação nos Estados Unidos. Resolução de problemas: Processos cognitivos, concepções de professores e desenvolvimento curricular, p. 13-31, 1994.

LIPMAN, Matthew. Thinking in education. Cambridge University Press, 2003.

MARTINS, Andressa Nunes et al. O ensino da matemática para alunos inclusos: possibilidades e desafios no trabalho docente. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 7, p. 47971-47981, 2020.

MATOS, João F. A educação matemática como fenômeno emergente: desafios e perspectivas possíveis. In: Conferência Internacional de Educação Matemática. 2003.

NUNES, Célia Barros. Resolução de problemas: uma proposta didática na formação de professores. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 5, n. 2, p. 1-17, 2014.

NUNES, Célia Barros; DOS SANTOS SANTANA, Eurivalda Ribeiro. Resolução de problemas: um caminho para fazer e aprender matemática. Acta Scientiae, v. 19, n. 1, p. 2-19, 2017.

ONUCHIC, Lourdes De La Rosa; ALLEVATO, Norma Suely Gomes. Pesquisa em Resolução de Problemas: caminhos, avanços e novas perspectivas. Bolema-Mathematics Education Bulletin, p. 73-98, 2011.

PONTES, Edel Alexandre Silva. Modelo de ensino e aprendizagem de matemática baseado em resolução de problemas através de uma situação-problema. Revista Sítio Novo, v. 2, n. 2, p. 44-56, 2018.

PONTES, Edel Alexandre Silva. O Paradoxo de Russel e o Tempo Lógico de Lacan: Do Real ao Imaginário uma Linha Paradoxal. Revista Psicologia & Saberes, v. 7, n. 9, p. 18-24, 2018.

PONTES, Edel Alexandre Silva. Conceptual questions of a teacher about the teaching and learning process of mathematics in basic education. Research, Society and Development, v. 8, n. 4, p.1-12, 2019.

PONTES, Edel Alexandre Silva. MÉTODO DE POLYA PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA. HOLOS, v. 3, p. 1-9, 2019.

PONTES, Edel Alexandre Silva; DA SILVA, Luciano Martins. Aritmética modular na interpretação de sistemas codificados no processo de ensino e aprendizagem de matemática. Revista de Ciência e Inovação, v. 5, n. 1, p. 7-17, 2020.

PONTES, Edel Alexandre Silva et al. Investigação Experimental de um Produto Educacional: um jogo matemático desenvolvido a partir do conceito intuitivo de probabilidades. RACE-Revista de Administração do Cesmac, v. 7, p. 20-30, 2020.

ROMANATTO, Mauro Carlos. Resolução de problemas nas aulas de Matemática. Revista Eletrônica de Educação, v. 6, n. 1, p. 299-311, 2012.

SCHOENFELD, Alan. Porquê toda esta agitação acerca da resolução de problemas. Investigar para aprender matemática, p. 61-72, 1996.

SKOVSMOSE, Ole. Educação Matemática Crítica: a questão da democracia. Campinas, SP: Papirus editora, 2013.

VAN DE WALLE, J. A. Matemática no ensino fundamental: formação de professores e aplicação em sala de aula. Trad. Paulo Henrique Colonese. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

VERGNAUD, Gerard et al. Teoria dos campos conceituais. Anais do 1º Seminário Internacional de Educação Matemática do Rio de Janeiro, p. 1-26, 1993.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv.v7i5.29783

Refbacks

  • There are currently no refbacks.