Formação Surda em Psicologia: Que vozes estamos ouvindo? / Deaf Education in Psychology: What voices are we listening to?

Ana Carolina dos Santos Cruz, Gildete da Silva Amorim Mendes Francisco, Romulo Quirino Ribeiro, Thais Ferreira Marques

Abstract


Este artigo foi elaborado a partir de uma discussão entre psicólogos formados pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que se depararam com a questão de atendimento clínico aos surdos e quais seriam as estratégias de escuta da subjetividade do sujeito surdo. Deparamo-nos tanto com uma defasagem de informações acerca da temática quanto os instrumentos que são utilizados no manejo clínico durante o processo terapêutico. Há uma falta de bibliografia no tema, na abordagem dos instrumentos, seus limites e funcionamentos, o que dificulta na busca de tratamento da comunidade surda e no material para os profissionais que visem a trabalhar com essa população.

A disciplina de LIBRAS, obrigatória para quem faz licenciatura, tem carga de 30 horas. Consideramos não ser possível ter o aprendizado básico necessário para se comunicar na língua de LIBRAS com essa baixa oferta de tempo, o que limita a compreensão da língua. Fato é que a formação do curso da área da saúde que se propõe a privilegiar a escuta – a psicologia – não oferece uma cadeira pensada na questão da surdez. Com isso, nos propomos a levar essa discussão adiante com o objetivo de sensibilizar a formação na escuta ao surdo.

 


Keywords


Surdez, Formação, Saúde, Psicologia, LIBRAS.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv.v7i5.29439

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