Avaliação do consumo de plantas medicinais por pacientes em tratamento oncológico / Evaluation of consumption of medicinal plants by patients undergoing câncer treatment

Andressa Fernandes Marques, Leonardo Barros da Cunha, Rafaela Ribeiro Muccini, Areta Agostinho Rodrigues de Souza, Nadine Cunha Costa

Abstract


A procura por terapias alternativas pelos pacientes que fazem tratamento quimioterápico tem sido cada vez mais comum nos ambulatórios oncológicos e as plantas medicinais têm sido frequentemente apontadas por estes pacientes, com intuito de tratar ou amenizar sintomas adversos. Objetivo: avaliar o consumo de plantas medicinais em associação aos quimioterápicos por pacientes oncológicos. Método: revisão integrativa de literatura realizada através dos bancos de dados: U. S. National Library of Medicine (PubMed) e Google Scholar (Google acadêmico) utilizando os DECS (Descritores em Ciência da Saúde). Foram selecionados os artigos completos disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, sem recorte temporal, excluindo-se os duplicados e os que não responderam diretamente à pergunta norteadora, totalizando 15 artigos. Resultados: os anos com maior número de publicações entre os artigos selecionados foi referente a 2019 e 2020 (n=5; 33,33%). Quanto ao idioma, observou-se o predomínio do inglês, com 53,33% (n=8). Estudos mais aprofundados sobre o tema são de origem Oriental (n=3, 20%). As plantas medicinais mais citadas nas pesquisas com relação a atividade antineoplásica foram:  Curcuma longa, (n=3; 20%), Centella asiática (n=2; 13,33%) e Panax ginseng (n=2, 13,33%). Além disso, a maioria dos artigos (n=8; 53,33%) discutiram que o potencial anticarcinogênico das plantas medicinais têm relação com os metabólitos secundários do grupo dos flavonoides. Os estudos relatam (n=4; 26,6%) a prevalência do uso de plantas medicinais em associação com a quimioterapia, principalmente, por idosos que se encontram em tratamento oncológico. Conclusão: as plantas medicinais em sua grande maioria, são vistas como produtos seguros por esses pacientes, e quando utilizadas de forma inadequada, produzem reações adversas e interações medicamentosas atrapalhando o segmento proposto pelo médico para esses pacientes e como consequência, o comprometimento do sucesso do tratamento contra o câncer. Por isso faz se necessário novas investigações através de testes clínicos com maiores evidências a respeito de mecanismos de ação in vitro e in vivo das plantas medicinais com atividade antineoplásica.

Keywords


Plantas Medicinais, Câncer, Quimioterapia, Etnofarmacologia.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv.v7i5.29290

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