Índice de depressão em acadêmicos de medicina de uma instituição particular de Minas Gerais / Depression index in medical academics of private institution of Minas Gerais

Marina de Rossi, Daniel Pedrosa Cassiano, Ynáira Duarte Assis, Bruno Sukenao Ito, Carlos Henrique Cavaglieri Silveira Silva, Marcos Henrique Teles Simão de Melo, João Igor Loureiro Bernardino, Mariana Melo Drummond, Thiago Mesquita de Mendonça Gurgel, Anna Marcella Neves Dias, Nathália Barbosa do Espírito Santo Mendes, Guilherme Henrique Faria do Amaral

Abstract


Introdução: A depressão é um distúrbio psíquico que causa sintomas como: autocrítica, choro, irritabilidade, preocupação somática, perda de energia e fadiga. Pesquisas científicas relataram que a taxa de depressão em estudantes de medicina é maior em relação à média da população geral. A preocupação com a saúde mental dos estudantes surge diante da análise desses relatos. Objetivo: identificar a prevalência de depressão nos acadêmicos de medicina de uma instituição de ensino particular do município de Juiz de Fora – MG. Método: Estudo observacional do tipo transversal, de abordagem quantitativa com 235 alunos de uma faculdade privada de Juiz de Fora, a partir da entrevista com aplicação de dois questionários: Inventário de Depressão de Beck-I (BDI-I) e um sobre dados socioeconômicos. As respostas dos questionários foram transferidas para o programa Access, onde foi criado um banco de dados para ser feita a análise comparativa entre eles. Resultados: Dos participantes do presente estudo a idade média observada foi de 24,2 anos em ambos os sexos, 95,3% tinham estado civil solteiro, 66,8% relataram emigração do estado de origem para o início da graduação e 75,3% possuíam renda familiar superior a oito salários mínimos. O índice geral de depressão encontrado foi de 17%, sendo mais acentuado no sexo feminino (19,6%). Após análise, 8,5% foram classificados com depressão leve, 6,4% com moderada e 2,1% com grave, possuindo incidência mais elevada no ciclo básico (22,2%). Dos estudantes que moravam sozinhos há relatos de algum grau de depressão em 22,5%, já os que moravam com família 12,6%. Conclusão: A prevalência de sintomas depressivos em acadêmicos de medicina foi alta, apresentando principalmente sintomas como autocrítica, choro, irritabilidade, preocupação somática, perda de energia e fadiga. Com isto, levantou-se a importância do apoio psicológico, psiquiátrico e pedagógico para os alunos que precisam de adaptações, principalmente durante o ciclo básico no qual foram encontrados maiores índices de depressão.  


Keywords


Transtornos Psicóticos Afetivos, Sintomas Depressivos, Estudantes.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-189

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