Cuidados paliativos como suporte para pacientes oncológicos com delirium em unidade de terapia intensiva / Palliative care as support for cancer patients with delirium in an intensive care unit

Maria Leíza Vinhadelli Ribeiro, Matheus Henrique Marques de Sousa, Giordanna Gabrielly Ferreira Chaves, Maria Eduarda Campos Santos, Vitória Rodrigues Ferreira

Abstract


1 INTRODUÇÃO

Delirium é uma alteração cognitiva que apresenta incidência elevada em unidades de terapia intensiva (UTI), sendo associado ao pior prognóstico, maior permanência do paciente no hospital e ao aumento da mortalidade. Nesta perspectiva, o cuidado paliativo oferece suporte para melhorar o status funcional do enfermo, sendo uma intervenção humanizada, que visa o controle dos sintomas, acolhimento emocional e espiritual aos pacientes e familiares.

 

2 OBJETIVOS

Analisar a importância dos cuidados paliativos no manejo do estado confusional agudo em pacientes oncológicos submetidos aos cuidados de terapia intensiva.

 

3 MÉTODOS

Trata-se de uma revisão sistemática e integrativa utilizando-se das bases de dados nas plataformas Scielo, Pubmed e Google Acadêmico. Foram utilizados os seguintes descritores: “cuidados paliativos”, “câncer” e “delirium”. Para avaliação da elegibilidade dos artigos, realizou-se análise dos seguintes critérios: avaliação do título, do resumo, disponibilidade de obter os artigos na integra e avaliação dos resultados.

 

4 RESULTADOS

Foram encontrados 101 artigos relacionados ao tema, dos quais 4 se destacaram e foram posteriormente selecionados. A ocorrência mundial de delirium corresponde a 39,3% em pacientes sob cuidados de terapia intensiva. Estudos mostram que 21,4% da população com idade maior ou igual a 60 anos são acometidas por delirium, o que vai ao encontro ao fato de que os enfermos mais vulneráveis de apresentar este estado confusional são aqueles com idade acima de 60 anos. A análise dos dados, revelou que de 1.515 pacientes em fase terminal de câncer, mais de 43% apresentaram delirium, e destes, 7,5% evoluíram para cuidados paliativos após a internação na UTI. Neste contexto, evidenciou-se que para atenuar o desgaste emocional dos familiares e pacientes, existe a atuação da equipe multiprofissional, que visa esclarecer acerca do significado dos cuidados paliativos, além de auxiliar a aceitação do processo de finitude. A fim de oferecer o suporte necessário aos pacientes oncológicos críticos, foi constatado que os recursos da terapia intensiva são indispensáveis, já que auxiliam nas correções das funções orgânicas que ficam comprometidas com o avanço da doença. Vale considerar que os cuidados oferecidos no centro de terapia intensivo, objetivam evitar e tratar as possíveis complicações como distúrbios hidroeletrolíticos e infecções. Foi verificado ainda que existe uma quantidade de 3% a 66% de delirium não diagnosticado, também nestes casos é imprescindível a atenção direcionada para o alívio da dor física, escuta empática e avaliação precisa do prognóstico. As decisões relacionadas aos cuidados paliativos, devem ser elaboradas juntamente com a família do paciente, e, é de extrema importância, respeitar-se os princípios de autonomia, beneficência e não-maleficência.

 

5 CONCLUSÃO

A fragilidade apresentada por pacientes oncológicos é um fator de risco para o desenvolvimento de síndromes neurocomportamentais como o delirium. Desse modo se faz necessário, uma equipe de saúde multidisciplinar, além da aplicabilidade dos cuidados paliativos como forma de intervenção terapêutica.


Keywords


Delirium, Oncologia, Cuidados Paliativos.

References


GOUVEIA, B.R; JOMAR, RT; VALENTE, TC. Delirium em pacientes com câncer internados em unidade de terapia intensiva: estudo retrospectivo. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. 2019;31(4):536-540.

PITROWSKY, M. et al. Importância da monitorização do delirium na unidade de terapia intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, vol.22 no.3 São Paulo July/Sept. 2010.

LÔBO, R. et al. Simpósio: Condutas em enfermaria de clínica médica de hospital de média complexidade - Parte 2 Capítulo IV




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-074

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