Cinema, filosofia e direito no filme “Blade Runner” (1982, R. Scott) / Cinema, philosophy and law in the film "Blade Runner" (1982, R. Scott)

Rafael de Jesus Pinheiro Privado

Abstract


O clássico do cinema de ficção científica, Blade Runner – O Caçador de Androides teve sua estreia no ano de 1982. Este filme, dirigido por Ridley Scott, é uma adaptação da obra de ficção científica Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (1968), de autoria do escritor estadunidense Philip K. Dick. Em ambas as obras, o androide ganha destaque por questionar a fronteira “homem-máquina”. Buscou-se problematizar a pós-humanidade, visto que a natureza deixou de ter limites (SIBILIA, 2002), como nas fronteiras entre homem-natureza e máquina-tecnologia. É um dos mais belos retratos da modernidade já produzidos pela ficção cinematográfica. O filme apresenta-nos um mundo ficcional tão coerente que se torna imediatamente imersivo. Um universo sombrio no qual os indivíduos são desumanizados, em que os sentimentos e as memórias são sinteticamente produzidos.


Keywords


Androide, Ficção Científica, Modernidade, Desumanização.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n4-005

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