Análise microbiológica de aparelhos celulares em estudantes de medicina / Microbiological analysis of cell phones in medical students

Jonas Amsei Saloio, Francine Amsei Saloio, Angélica Marchini de Souza Jardini Barbosa, Marcus Vinícius Jardini Barbosa

Abstract


Introdução: A norma regulamentadora de número 32, para os profissionais da saúde, prega obrigações como lavagem completa das mãos e a proibição de adornos, mas não proíbe o uso de telefones celulares em laboratórios, ambulatórios e centros cirúrgicos, favorecendo a disseminação de microrganismos patogênicos nesses ambientes. Objetivos: Este trabalho visou a análise microbiológica dos celulares de alunos do curso de medicina da Universidade de Franca (UNIFRAN) abrangendo os diferentes cenários que estes frequentam. Métodos: Foi realizado um estudo teórico de microbiologia seguido da divisão de 30 alunos, previamente conscientizados, em 3 grupos de acordo com as etapas do curso, posteriormente obteve-se amostras a partir de swabs passados na superfície dos aparelhos touch screen e em seguida colocados em meios de cultura em Placas de Petri para coloração tipo Gram no Laboratório de Pesquisa em Microbiologia Aplicada da universidade (LaPeMa). Resultados: Assim, houve crescimento bacteriano em 50 % das amostras, com destaque às bactérias Staphylococcus aureus e epidermidis, presentes na microbiota fisiológica de alguns locais do corpo. Além disso, não houve crescimento da bactéria Escherichia coli, sugestiva de coliformes fecais. Conclusão: A desregulação do sistema imune ou a exposição de locais estéreis em cirurgias, permite a atividade infecciosa desses germes, colocando em risco os alunos, professores e pacientes, devido à grande dificuldade de descontaminação desses telefones. Estratégias e conscientizações são necessárias para a redução dessas infecções, limitando o uso desses aparelhos em locais específicos na área da saúde, pois por mais que sejam úteis servem como veículos de transmissão de patógenos.

 

 


Keywords


Telefone celular, Microrganismos, Bactéria, Infecção hospitalar.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n3-005

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