Análise da violência obstétrica pela mulher: vivência e reconhecimento de procedimentos obstétricos associados / Analysis of obstetric violence by women: experience and recognition of associated obstetric procedures

Mariana Maria Pereira Cintra Farias, Dannyelly Dayane Alves da Silva, Joyce dos Santos Barros, Hillary de Andrade Pereira, Alba Maria Bomfim de França, Natália Palmoni Medeiros Dantas

Abstract


Objetivo: Identificar a análise da mulher acerca violência obstétrica a partir da vivência de procedimentos obstétricos associados. Método: estudo descritivo observacional do tipo transversal com abordagem quantitativa, realizado em três maternidades públicas de Alagoas, no período de Outubro de 2017 a Maio de 2018, através da aplicação de questionário a 261 puérperas em alojamento conjunto.  Resultados: as intervenções obstétricas mais recorrentes foram uso de ocitocina, Manobra de Kristeller e exames de toques repetidos; em que mais da metade das puérperas de parto normal não puderam escolher a posição de parir no momento do parto; cuja maioria desconhece a temática da violência obstétrica, mas identificam não terem sofrido com este tipo de violência. Conclusões: a violência obstétrica sofrida não é reconhecida pela mulher, ressaltando a importância do profissional, sobretudo o enfermeiro, frente à construção do empoderamento feminino desde o pré-natal.


Keywords


Violência contra a mulher, Saúde da mulher, Gestação, Parto.

References


Rodrigues DP, Alves VH, Penna LHG, Pereira AV, Branco MBLR, Silva LA. A peregrinação no período reprodutivo: uma violência no campo obstétrico. Esc Anna Nery 2015;19(4):614-620. http://dx.doi.org/10.5935/1414-8145.20150082

Silva MG, Marcelino MC, Rodrigues LSP, Toro RC, Shimo AKK. A violência obstétrica na visão de enfermeiras obstétricas. Rev Rene. 2014 jul-ago; 15(4):720-8. http://dx.doi.org/10.15253/rev%20rene.v15i4.1121

Diniz SG, Salgado HO, Andrezzo HFA, Carvalho PGC, Carvalho PCA, Aguiar CA, et al. Violência obstétrica como questão para a saúde pública no brasil: origens, definições, tipologia, impactos sobre a saúde materna, e propostas para sua prevenção. Journal of Human Growth and Development, 2015; 25(3): 377-376. DOI: http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.106080

Andrade PON, Silva JQP, Diniz CMM, Caminha MFC. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant, 2016; 16 (1): 29-37. http://dx.doi.org/10.1590/1806-93042016000100004

Biscegli TS, Grio JM, Melles LC, Ribeiro SRMI, Gonsaga RAT. Violência obstétrica: perfil assistencial de uma maternidade escola do interior do estado de São Paulo. CuidArte Enfermagem, 2015; 9(1):18-25.

Aguiar JM, D'Oliveira AFPL. Schraiber LB. Violência institucional, autoridade médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde. Cad. Saúde Pública [online]. 2013, vol.29, n.11, pp.2287-2296. ISSN 0102-311X. http://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00074912.

Fundação Perseu Abramo. Mulheres Brasileiras e Gênero nos espaços público e privado. 2010. Disponível em: https://apublica.org/wp-content/uploads/2013/03/www.fpa_.org_.br_sites_default_files_pesquisaintegra.pdf.

Barboza LP, Mota A. Violência obstétrica: vivências de sofrimento em gestantes do Brasil. Revista Psicologia, Diversidade e Saúde, Salvador. 2016;5(1): 119-129. http://dx.doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v5i1.847

Leal MC, Pereira APE, Domingues RMSM, Filha MMT, Dias MAB, Nakamura-Pereira M, et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2014; 30 Sup:S17-S47. http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00151513

Silva ISA, Santos MAES, Pereira MFLF, Ferraz RSR. Percepção social de puérperas sobre violência no trabalho de parto e parto: revisão integrativa [Trabalho de Conclusão de Curso]. Recife: Departamento de Enfermagem; Faculdade Integrada de Pernambuco, 2017.

Andrade BP, Aggio CM. Violência obstétrica: a dor que cala. In: Anais do III Simpósio Gênero e Políticas Públicas, ISSN 2177-8248. Universidade Estadual de Londrina, 2014; p.1-7.

Organização Mundial Da Saúde. Tecnologia apropriada para partos e nascimentos. Recomendações da Organização Mundial de Saúde. Maternidade Segura. Assistência ao parto normal: um guia prático. Genebra; 1996.

Costa ML. Pinheiro NM, Santos LFP. Costa SAA. Fernandes AMG. Episiotomia no parto normal: incidência e complicações. Carpe Diem: Revista Cultural e Científica do UNIFACEX, 2015; ISSN: 2237 – 8685;(1)173-187.

Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida. Brasília (DF); 2017.

Sauaia ASS, Serra MCM. Uma dor além do parto: violência obstétrica em foco. Revista de Direitos Humanos e Efetividade, 2016; p. 128 - 147. http://dx.doi.org/10.26668/IndexLawJournals/2526-0022/2016.v2i1.1076

Delfino CCS. Violência obstétrica e serviço social: limites e desafios na atualidade. Conselho Regional de Serviço Social. In: II Congresso de Assistentes Sociais do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2016.

García Jordá D, Díaz-Bernal Z, Álamo MA. El nacimiento en Cuba: análisis de la experiencia del parto medicalizado desde una perspectiva antropológica. Revista Cubana de Salud Pública. 2012;39(4):718-732. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000700029

Zanardo GLP, Uribe MC, De Nadal AHR, Habigzang LF. Violência obstétrica no Brasil: uma revisão narrativa. Psicol. Soc. [online]. 2017;29: e155043;1-11. http://dx.doi.org/10.1590/1807-0310/2017v29155043

Pérez BAG, Oliveira EV, Lago MS. Percepções de puérperas vítimas de violência institucional durante o trabalho de parto e parto: revisão integrativa. Revista Enfermagem Contemporânea. 2015;4(1):66-77 . http://dx.doi.org/10.17267/2317-3378rec.v4i1.472

Almeida OSC, Gama ER, Bahiana PM. Humanização do parto: atuação dos enfermeiros. · Revista Enfermagem Contemporânea. 2015;4(1):79-90. http://dx.doi.org/10.17267/2317-3378rec.v4i1.4.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-468

Refbacks

  • There are currently no refbacks.