Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de Zea mays submetidas a armazenamento em diferentes temperaturas / Evaluation of the physiological quality of seeds of Zea mays submitted to storage at different temperatures

Vinícius José de Jesus Machado, Maria Aparecida da Fonseca Sorace, Conceição Aparecida Cossa, Elisete Aparecida Fernandes Osipi, Artur Alves de Oliveira Braga, Pablo Frezato, Carlos Eduardo Monteiro Pires, Maryana de Campos Jovino

Abstract


Nas condições de armazenamento de sementes, a temperatura do ar é um fator fundamental para a manutenção da qualidade fisiológica das mesmas (TONIN & PEREZ, 2006). Porém, quanto mais elevada a temperatura, maior a taxa metabólica das sementes ocasionando perda de qualidade, em decorrência desse aumento, sendo este, um dos maiores problemas enfrentados pelos agricultores, principalmente nas regiões tropicais, onde as temperaturas e a umidade do ar são bastante elevadas (BILIA et al., 1994).

Após o período de armazenamento, para que ocorra a germinação das sementes vários fatores externos e intrínsecos a elas são necessários para gerar condições favoráveis para que o processo se inicie e permita a retomada do crescimento do embrião. Entre os fatores externos mais importantes, destacam- se a água, a temperatura e o oxigênio e entre os internos, que a semente esteja viva e não dormente (CARVALHO & NAKAGAWA, 2000).

Dos fatores que podem afetar a germinação e consequentemente a emergência das plântulas, a temperatura pode ser a mais importante, uma vez que nem sempre o produtor tem o total controle sobre este fator. Cada espécie apresenta temperatura mínima, máxima e ótima para a germinação das sementes e dentro desta, podem existir diferenças marcantes entre as cultivares quanto à germinação (NASCIMENTO, 2000).

Temperaturas muito baixas ou muito altas poderão alterar tanto a velocidade quanto a porcentagem final de germinação. Geralmente, temperaturas baixas reduzem a velocidade de germinação, enquanto temperaturas altas aumentam (NASCIMENTO, 2000).

A redução na qualidade é, em geral, traduzida pelo decréscimo na percentagem de germinação, aumento de plântulas anormais e redução no vigor das plântulas (TOLEDO et al., 2009). De acordo com Demito & Afonso (2009), a redução da temperatura é uma técnica economicamente viável para preservar qualidade de sementes armazenadas.

Para atender à logística de produção e comercialização de alimentos, a armazenagem dos produtos agrícolas é uma excelente alternativa. Desta forma, informações a respeito do comportamento das sementes diante das prováveis condições climáticas que ocorrem durante o armazenamento, podem auxiliar na tomada de decisão sobre o armazenamento do produto com base na relação custo- benefício, decorrente de possíveis perdas de qualidade na estocagem. A temperatura e a umidade relativa são fatores determinantes no processo de perda de viabilidade de sementes durante o armazenamento e alterações na qualidade do produto e, em contrapartida, dos subprodutos (KONG, 2008; MALAKER, 2008).

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade fisiológica de sementes de milho submetidas a armazenamento em câmara fria ± 5oC e em temperatura ambiente durante vários períodos, (de setembro de 2019 a agosto de 2020.)


Keywords


vigor, germinação, controle.

References


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TOLEDO, M. Z.; FONSECA, N. R.; CÉSAR, M. L.; SORATTO, R. P.; CAVARIANI, C.; CRUSCIOL, C. A. C. Qualidade fisiológica e armazenamento de sementes de feijão em função da aplicação tardia de nitrogênio em cobertura. Pesquisa agropecuária tropical, v.39, p.124-133, 2009.

TONIN, G. A.; PEREZ, S. C. J. G. De A. Qualidade fisiológica de sementes de Ocotea porosa (Nees et Martius ex. Nees) após diferentes condições de armazenamento e semeadura. Revista Brasileira de Sementes, Londrina-PR, v.28, n.2, p.26-33, 2006




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-442

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