A saúde da mulher após um quadro de pré-eclâmpsia: uma revisão de literatura / Women's health after pre-eclampsis framework: a literature review

Larrucy Cordeiro Oldra, Daniel Lopes de Oliveira, Gabriela de Souza Campos, Isabella Reile Firmino, Luciana Amaral Garcia, Paula Moreira Peres, Vitória Silva Cassemiro, Carla Danielle Dias Costa

Abstract


A pré-eclâmpsia faz parte de uma síndrome hipertensiva que pode se manifestar após a vigésima semana de gestação pela presença de proteinúria e hipertensão. Sendo assim, faz-se necessário uma assistência de grande relevância no pré parto, uma vez que essa condição cursa com alto grau de mortalidade para mãe e complicações no pós parto. Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo abordar a saúde da mulher após um quadro de pré-eclâmpsia (AZEVEDO, et.al., 2009). Trata-se de uma revisão de literatura, do tipo narrativa, em que foram utilizados a base de dados: Google Acadêmico, Scielo e Pubmed, com os descritores pré eclampsia, pós parto e complicações, assim, foram selecionados dez artigos, em que apenas quatro foram considerados para a construção do presente trabalho. Elegeu-se como critérios de exclusão: artigos duplicados, metanálise, teses e dissertações.A pré-eclâmpsia é uma doença que cursa com uma resposta anormal do leito placentário, o que acarreta no aumento da resistência vascular, agregação plaquetária, ativação do sistema de coagulação e leva aos sintomas de hipertensão e proteinúria. A síndrome hipertensiva contribui para uma das maiores causas de mortalidade materna, o que coloca em risco a vida da mãe e do bebê (NOVO e GIANINI,2010).  Após a pré-eclâmpsia, as pacientes podem evoluir para casos mais graves, como os episódio de eclampsia e hemólise (H), níveis elevados de enzimas hepáticas (EL) e contagem baixa de plaquetas (LP), caracterizando a síndrome HELLP (MELO, et. al., 2009). As mães ficam vulneráveis e necessitam de cuidados físicos e emocionais para que tenham uma gestação e puerpério saudáveis. A ansiedade, o medo de perder o bebê parte durante a pré-eclâmpsia é grande, o que afeta o curso da gravidez, interferindo até mesmo no pós parto. Ademais, é de fundamental importância monitorar e observar os níveis pressóricos durante a gravidez, uma vez que há a necessidade de uso de drogas anti hipertensivas no pós parto, pois pode evoluir para o acidente vascular encefálico, (AVE), uma causa importante de morbimortalidade, ficando evidente a necessidade de uma maior atenção a evolução clínica da paciente no puerpério. Diante do exposto, conclui-se que é de extrema importância monitorização e atenção especializada, por meio da equipe de médicos e enfermeiros principalmente no pré natal da mãe durante a gestação, a fim de que a paciente tenha uma gravidez saudável e não curse com problemas para ela, ao bebê e não traga repercussões negativas no puerpério como a ansiedade, níveis pressóricos ainda altos e riscos de evoluir para um AVE (ORONHA e AMORIM, 2010).

 

 


Keywords


Pré-eclâmpisa. Mulher. Saúde

References


- AZEVEDO, Ana Cristina Pinheiro Fernandes de Araújo et al. Percepções e Sentimentos de Gestantes e Puérperas sobre a Pré-Eclâmpsia. Rev. salud pública. Fortaleza, v.11, n. 3, p. 1-10, 2009. Available from: https://www.scielosp.org/article/rsap/2009.v11n3/347-358/#ModalArticles. Access on 21 sept.2020

- NOVO, Joe Luiz Vieira Garcia; GIANINI, Reinaldo José. Mortalidade materna por eclâmpsia. Rev. Bras. Saude Mater. Infantil. , Recife, v. 10, n. 2, pág. 209-217, junho de 2010. Disponível em . acesso em 21 de setembro de 2020. https://doi.org/10.1590/S1519-38292010000200008 .

- MELO, Brena Carvalho Pinto de et al . Perfil epidemiológico e evolução clínica pós-parto na pré-eclâmpsia grave. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 55, n. 2, p. 175-180, 2009 . Available from . access on 21 Sept. 2020. https://doi.org/10.1590/S0104-42302009000200022.

- ORONHA NETO, Carlos; SOUZA, Alex Sandro Rolland de; AMORIM, Melania Maria Ramos. Tratamento da pré-eclâmpsia baseado em evidências. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro , v. 32, n. 9, p. 459-468, Sept. 2010 .Available from. access on 21 Sept. 2020. https://doi.org/10.1590/S0100-72032010000900008




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-390

Refbacks

  • There are currently no refbacks.