Análise dos Números de Casos de Violência Psicológica em Mulheres no Estado de Goiás entre os anos de 2015 e 2018 / Analysis of Numbers of Cases of Psychological Violence in Women in the State of Goiás between the years 2015 and 2018

Geovanna Karolliny Marques Moreira, Lorenna Layary Marques Moreira, Beatriz Curado Damasceno, Samara Benites Moreira, Luciana Amaral Garcia, Ana Flávia Braga Araújo, Nardel Luiz Ribeiro da Silva Junior, Carla Danielle Dias Costa

Abstract


A violência psicológica é definida como ação com o intuito de degradar ou controlar ações, crenças, comportamento, autoestima e decisões de outra pessoa, através da manipulação, intimidação, correção de forma indireta ou direta por meio de humilhações, exploração, discriminação, isolamento ou qualquer outra prática que causa prejuízo à saúde psicológica, ao desenvolvimento pessoal e autodeterminação 1 . Essa forma de violência todas as outras, é a mais difícil de ser identificada pois encontra-se em atitudes que aparentemente não são relacionadas com a violência, mesmo sendo muito frequente 2. O presente estudo tem como objetivo analisar os números de casos de violência psicológica em mulheres no estado de Goiás. Trata-se de um estudo ecológico retrospectivo quantitativo, caracterizados dados foram extraídos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, a partir dos casos confirmados de violência psicológica no período entre 2015 e 2018 no estado de Goiás. As variáveis coletadas foram: número de casos notificados, sexo, faixa etária, violência sexual e estupro. Durante o período analisado foram registrados um total de 4.886 casos de violência psicológica, podendo destacar que houve um predomínio de casos deste tipo de violência no sexo feminino, totalizando 80,55% (n = 3,936) dos casos. No ano de 2015, foram registrados os números maiores com 1.045, seguido pelo ano de 2018 com 1.105 casos, em 2017 foram 966 e 820 em 2016. Em relação à faixa etária, o maior número de casos notificados entre 20 a 29 anos, totalizando 24,54% (n = 966), enquanto o menor número foi em crianças menores de 1 ano, com 1,16% (n = 46) dos casos. As mulheres sofreram violência psicológica que também sofreram violência sexual totalizaram 23,67% (n = 932) dos casos notificados, e mulheres que sofreram violência psicológica, sexual e estupro foram 19,53% (n = 769) dos casos. Quanto à faixa etária, o menor número de casos em crianças <1 ano, justifica-se devido às condições referentes a uma subnotificação enquanto o menor número foi em crianças menores de 1 ano, com 1,16% (n = 46) dos casos. As mulheres sofreram violência psicológica que também sofreram violência sexual totalizaram 23,67% (n = 932) dos casos notificados, e mulheres que sofreram violência psicológica, sexual e estupro foram 19,53% (n = 769) dos casos. Quanto à faixa etária, o menor número de casos em crianças <1 ano, justifica-se devido às condições referentes a uma subnotificação enquanto o menor número foi em crianças menores de 1 ano, com 1,16% (n = 46) dos casos. As mulheres sofreram violência psicológica que também sofreram violência sexual totalizaram 23,67% (n = 932) dos casos notificados, e mulheres que sofreram violência psicológica, sexual e estupro foram 19,53% (n = 769) dos casos. Quanto à faixa etária, o menor número de casos em crianças <1 ano, justifica-se devido às condições referentes a uma subnotificação3 . Em relação aos anos, observou-se que entre os anos 2015 e 2016 houve uma queda nos números de casos notificados, e logo em sequência nos anos de 2017 e 2018 ocorreu um aumento, podendo essa ser devido a políticas públicas de enfrentamento a violência mulher durante esse último período 4 . Além disso, foi possível analisar que uma quantidade reduzida de violência psicológica também sofreu violência sexual e estupro. Observou-se que no estado de Goiás a violência psicológica no sexo feminino corresponde à maioria dos casos notificados, esse fato pode ser considerado pensando em um reflexo de uma sociedade ainda no modelo machista, que pratica diversas formas de violência contra mulheres 5. Assim, o presente estudo possibilita alertar quanto à necessidade de ações governamentais e não governamentais que incentivem a denúncia em casos de violência psicológica, transtornos psicológicos futuros, melhorando a qualidade de vida e saúde da população, principalmente feminina.

 


Keywords


Violência, Autodeterminação, Violência de Gênero.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-383

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