A Prevalência de Sintomas Depressivos em estudantes de medicina no Brasil: uma revisão sistemática / The Prevalence of Depressive Symptoms in students medicine in Brazil: a systematic review

Gustavo Machado Trigueiro, Natália Leite Nascimento, Geovanna Karolliny Marques Moreira, Paula Moreira Peres, Ana Flávia Braga Araújo, Tarcísio Paulino Assunção, Lorenna Layary Marques Moreira, Carla Danielle Dias Costa

Abstract


A depressão é uma das condições médicas com maior impacto epidemiológico a nível mundial. Em especial, os acadêmicos de medicina apresentam um maior índice epidemiológico, devido a uma exposição constante de estresse, pressão e cobrança. Assim, indivíduos que possuem uma maior predisposição ao desenvolvimento de depressão e o contato com fatores que viabilizam seu desencadeamento, poderão vir a desenvolver quadros depressivos1. Este trabalho possui como objetivo principal revisar a literatura científica acerca da prevalência de sintomas depressivos em acadêmicos de medicina no Brasil. Trata-se de uma revisão sistemática de literatura. Foi realizado uma busca em fevereiro de 2020, nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MedLine) com idiomas em português e inglês utilizando os descritores: depressão, estudantes de medicina e Brasil. Os critérios de elegibilidade foram: artigos publicados em português e inglês, disponíveis na íntegra, no período de 2015 a 2020, utilizando como instrumento o Inventário de Depressão de Beck (BDI) e amostra composta por estudantes de medicina de faculdades brasileiras. Foram excluídas revisões, teses e dissertações, artigos de opinião, série de casos e relatos de caso. A partir da pesquisa nas bases de dados, 39 trabalhos foram identificados: SciELO (n=5), LILACS (n=5) e Medline (n=29). Após a busca de trabalhos duplicados e da leitura dos títulos e resumo 32 trabalhos foram excluídos por não contemplarem o objetivo da revisão. Por fim, 4 trabalhos com delineamento transversal, preencheram os critérios de elegibilidade, após a leitura do texto completo. Sendo assim, a idade média dos voluntários nos estudos foi de 22,1 anos, com variações 19 a 24,1 anos de idade com representatividade do sexo masculino e feminino. A média dos sintomas depressivos foi de 34,7%, com variações de 20,4% a 60%, sendo: média de sintomas leves 24,4%, com variações de 14,6% a 31,6%; média de sintomas moderados foi de 8,4%, com variações de 4% a 22,3%; e média de sintomas graves foi de 2%, com variações de 0% a 6,7%2,3,4,5. Conclui-se que os dados apresentados indicaram uma quantidade significativa de acadêmicos com sintomas depressivos no Brasil. Este resultado certamente ocorre devido a uma intensa carga horaria, atividades curriculares e extracurriculares, privação de sono e outros fatores institucionais e pessoais.

 

 


Keywords


Depressão, Estudantes de Medicina, Brasil.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-381

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