AMRS funciona em quais tipos de personalidades? / AMRS works on which personality types?

Fabiano de Abreu Rodrigues

Abstract


AMSR é a sigla para a expressão inglesa Autonomous Sensory Meridian Response ("Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano", em português). Um método que utiliza estímulos nos órgãos sensoriais na tentativa de tentar trazer prazer e conforto, servindo como uma espécie de calmante sensitivo. Entrou no ciclo de práticas inovadoras para buscar uma melhor saúde mental, mesmo que momentânea. Há muitos vídeos na internet de pessoas utilizando deste método, associando barulhos de objetos, sons da boca, sopros, sussurros ou vozes baixas e calmas. O objetivo do AMSR é procurar outras formas de promover o sono, a concentração e a tranquilidade, assim como formigamentos e arrepios pelo corpo. Não há comprovações científicas de que realmente funciona, mas como é óbvio, haverá alterações neuronais já que, obriga-se um foco atencional e transmite a ideia de que dará sono, promovendo assim um estímulo para o sentir.  Pessoas com traços de personalidade mais histéricas, que potencializam suas emoções, podem ter uma facilidade maior de chegar a um nível de sono, já pessoas com traços fálicos marcantes e obsessivos, não conseguem chegar ao sono da mesma maneira. Assim como pessoas com misofonia, com aversão a determinados sons ou sua altura, irão se irritar.

Geralmente pessoas com alta inteligência e desenvolvimento no lobo pré frontal, tendem a se irritar ao invés de sentir sono. Pessoas de alto QI por exemplo, vão se prender mais às ações e observações assim como cada detalhe do som e vídeo de maneira que não conseguirão desligar o foco nas ações e, os órgãos sensoriais mais bem definidos não permitirão que atinja o objetivo, a não ser que faça uso da inteligência emocional como autocontrole determinado para que possa relaxar. No entanto, algo que é raro nesses casos já que a ansiedade e os métodos eficazes para o sono não deixarão mudar a rotina. 

 

 

 


Keywords


Inteligência - Emoção - Percepção - Estímulos.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-277

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