Taxa de pegamento de frutos em cruzamentos intraespecíficos de capsicum frutescens / Fruit set rate in intraspecific crossings of capsicum frutescens

Daiani da Silva de Oliveira, Lucas Pereira da Silva, Thalita Neves Marostega, Jeferson Gonçalves de Jesus, Sandra da Costa Preisigke, Thiago Alexandre Santana Gilio, Kelly Lana Araújo, Leonarda Grillo Neves

Abstract


O gênero Capsicum spp. compreende um grupo diversificado de pimentas e pimentões, o que permite seu uso em programas de melhoramento genético. Ainda que este mercado tenha crescido gradativamente, existem vários problemas fitossanitários que vêm provocando perdas significativas à cultura, estando entre eles à antracnose. Estudos visando à obtenção de híbridos resistentes a antracnose e com alta produtividade são necessários para suprir a demanda de mercado. Sendo assim, o objetivo do trabalho foi realizar cruzamentos intraespecíficos entre Capsicum frutescens e analisar a taxa de pegamento de frutos híbridos F1. O experimento foi realizado em telado protegido no campo experimental do laboratório de Melhoramento de Plantas localizado na Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Cáceres. Para a obtenção dos híbridos intraespecíficos, foram utilizados acessos de C. frutescens do Banco Ativo de Germoplasma da UNEMAT, a escolha dos genitores utilizados foi em função de suas características do ponto de vista agronômico como elevado teor de antioxidantes e em distintas combinações. O pólen dos genitores masculinos foi coletado com antecedência e armazenados em cápsulas. O processo de hibridação foi diário durante os meses de janeiro e junho 2017, onde foi realizada a emasculação das flores dos genitores femininos, polinização manual e etiquetagem. Em janeiro foram realizadas   48 hibridações, contudo o tratamento 1 não apresentou botão floral, permanecendo sem cruzamento nesse período. Em relação aos demais tratamentos, obteve-se um sucesso de 100% de pegamento, exceto no tratamento 2 onde a taxa de pegamento foi de apenas 71,42%. Enquanto que no mês de junho foram realizadas 25 hibridações, sendo os tratamentos 3, 5, 7 e 9 nulos em função da ausência de botão floral. Para os tratamentos 1, 2, 4, 6 e 8 obteve-se sucesso na hibridação com taxa de pegamento de 33,33%, 75%, 50% e 83,33%, respectivamente.  A taxa de pegamento geral das hibridizações foi de 80,81%, sendo que, o mês de janeiro possibilitou a maior porcentagem de pegamento.

 

 


Keywords


Hibridação, pimenta malagueta e Melhoramento Genético.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-273

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