Nível de conhecimento sobre infeccões sexualmente transmissíveis dos alunos da área da saúde e da vida da UNOESC/ Level of knowledge about sexually transmitted infections among health and life students at UNOESC

Anthony M.L Leodoro, Léa Maria Franceschi Dallanora, Fábio José Dallanora, Claudia Eliza Grasel, Bruna Eliza de Dea, Andressa Franceschi Dallanora, Marta Garrastazu

Abstract


A Universidade do Estado de Santa Catarina (UNOESC) tem como filosofia a promoção, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças bucais que acometem ou possam acometer o ser humano. O objetivo geral do estudo foi verificar o conhecimento dos alunos das 1ª, 2ª e 3ª fases sobre IST (Infecções sexualmente transmissíveis) nas ACV- UNOESC em Joaçaba. A pesquisa foi um estudo transversal descritivo qualitativo no qual foi aplicado um questionário validado sobre o conhecimento destes alunos referente ao assunto IST’S. Os alunos assinaram o TCLE, o sigilo ético foi respeitado e os participantes não necessitavam se identificar. Foram avaliados 279 alunos. Os valores obtidos foram tabulados em planilha de Microsoft Excell® e foram submetidos à análise estatística descritiva. Para a comparação dos dados foi realizado o teste do Qui-quadrado. Os testes foram realizados no programa SPSS® versão 21, p ≤ 0,05, com nível de confiança de 95%. Perfil destes: idade média de 20 anos; 15% (44) alunos do curso de odontologia; 7,5% (21) Medicina; 19% (53) Enfermagem; 16,5% (46) Educação física; 5,0% (14) Ciências Biológicas; 16,1 % (45) Psicologia e 20,1% (56) Fisioterapia. Relativo ao sexo: 72,4% (202) feminino; 26,5% (74) masculino e 1,1%(3) não responderam. Em relação a fatores sócio econômicos: 71% (198) pertenciam a classe social de renda mensal de1-3 salários mínimos; 8,6%(24) de 4-6 salários; 1,8%(5) mais de 6 salários e 18,6% (52) não responderam. Apenas 3 alunos não tinham conhecimento das IST’S. Foram assinaladas as IST’S de conhecimento dos alunos: 99,3% (276) AIDS; 93,5%(260) Sífilis; 187% (260) HPV; 76,3%(212) Gonorréia; 31,3%(87) Tricomoníase; 79,5% (221) Herpes; 52,2% (145) Hepatite B; 32%(89) Cancro mole; 24,8%(69) Condiloma; 51,85(144) Clamídia respectivamente. O desconhecimento sobre as IST’S entre adolescentes existe e se torna um problema de saúde pública. Políticas públicas de educação em saúde sexual e reprodutiva que incluam assistência psicológica nesta faixa etária são de extrema relevância no combate, na prevenção e no diagnóstico precoce das IST´S.


Keywords


Infecções Sexualmente Transmissíveis, Promoção da Saúde, Prevenção de Doenças.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-231

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