Autolesão (cutting): uma problemática (não tão) oculta nas escolas públicas de Mossoró/RN / Autolesão (cutting): uma problemática (não tão) oculta nas escolas públicas de Mossoró/RN

Ana Carla de Azevedo Silva, Arielly Raiany Lima Mendes Bezerra, Kalyana Cristina Fernandes de Queiroz

Abstract


Chegamos ao século XXI com uma juventude fragmentada, adoecida, que não sabe lidar com os conflitos, com as frustrações e com a exposição excessiva nas redes virtuais. Alguns, então, acabam encontrando em práticas lesivas uma válvula de alívio para a dor existencial. Na escola, lócus de reunião dessa juventude, o problema se torna visível, já que em casa, na maioria das vezes, isso passa despercebido. Foi a partir dessa constatação que decidimos investigar qual o perfil dos alunos que praticam autolesão (cutting) em 3 escolas públicas do bairro Redenção/Mossoró-RN, através do desenvolvimento e aplicação de um questionário misto em turmas de 6° à 8 anos. Classificamos a pesquisa como de campo, pois fizemos coleta, análise e interpretação do fenômeno da autolesão nas escolas do bairro (contemplando um total de 300 alunos) lócus de nossa vivência educacional. Discutimos o tema a partir de Dinamarco (2011), Borges (2012) e Cruz e Sampaio (2014) e Aratangy et all (2018). Percebemos ao final da pesquisa que a maioria dos praticantes eram meninas, do 7° ano do Ensino Fundamental e que diziam ter muitos amigos e também conflitos com algum familiar. Concluímos que essas práticas auto lesivas não são apenas moda entre os jovens e sim uma problemática que, na maioria das vezes, permanece oculta, pois a família e a escola ainda não sabem como lidar e o jovem não encontra a quem recorrer.


Keywords


Autolesão, Escolas Estaduais Mossoró, Perfil dos praticantes.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-193

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