Método Ponseti como forma de tratamento de pé torto congênito em um município Brasileiro / Ponseti method as a form of congenital clubfoot treatment in a Brazilian municipality

Nacélia Santos de Andrade, Hirley Rayane Silva Balbino de Mélo, Almir Vieira Dibai-Filho, Cid André Fidelis de Paula Gomes, Rogério Barboza da Silva, Cesário da Silva Souza

Abstract


Introdução: o método de Ponseti é capaz de reduz deformidades do Pé Torto Congênito (PTC) com cerca de cinco a oito semanas consecutivas de avalição e confecção de aparelho gessado, tenotomia do tendão do calcâneo e uso da órtese de Denis-Browne. É um tratamento de baixo custo e há evidência de que a criança acometida tenha melhor desenvolvimento biofísico passando de pés rígidos a flexíveis, tortos a plantígrados, deixando-os, ainda, indolores. O PTC é a deformidade mais comum dos membros inferiores, etiologicamente pode estar associado a síndromes ou doenças definidas ou ser de origem idiopática. Cavo, aduto, varo e equino são as características que diagnosticam essa malformação debilitante, tal malformação é reversível desde que haja junção da dedicação dos profissionais da saúde e dos familiares desde o início do tratamento até os 4 ou 5 anos de idade. Objetivo (s): caracterizar o perfil epidemiológico dos pacientes em tratamento de PTC pelo Método de Ponseti no Núcleo de Assistência do Pé Torto Congênito (NAPTC) na cidade de Maceió. Evidenciar a eficácia do método Ponseti para tratamento do PTC. Metodologia: trata-se de uma pesquisa documental, objetivo descritivo exploratório, sob método hipotético dedutivo, com abordagem qualitativa e quantitativa, sendo realizada com procedimentos bibliográficos, documentais e coleta de dados por meio de um estudo transversal prospectivo possibilitado por análise de prontuários do Núcleo de Assistência ao Pé Torto Congênito (NAPTC) no Hospital Veredas em Maceió, Alagoas. Resultados: foram analisados 58 prontuários, sendo 38 homens e 21 mulheres. A faixa etária predominante é de um ano de idade, variando de 6 meses de vida aos 14 anos de idade. 60,35% foram acometidos bilateralmente. A porcentagem de PTC idiopático foi superior, 84,5%, que representa 49 crianças; já o PTC não idiopático em nove crianças. Dentre as classificações, o PTC idiopático foi tratado pela primeira vez em 40 pacientes e oito pela segunda vez, chamados PTC recidivado. Quanto ao PTC teratológico houve destaque das patologias associadas mais comum, são elas: mielomeningocele, artrogripose e paralisia cerebral, síndrome congênita pelo Zika vírus, síndrome de Pierre-Robin, além de deformidades associadas: luxação congênita de quadris, joelhos e punhos, deformidade em flexo de punhos e quirodáctilos. Sabe-se que o PTC de origem não idiopática é mais rígido e comumente conhecido por difícil resolução. Com o método de Ponseti a média de trocas dos gessos foi semelhante. 8,65 trocas para PTC idiopático e 8,66 para PTC teratológico. Houve adesão ao tratamento em 79,31% dos casos, estes atingiram o alvo terapêutico. Conclusão (ões): o PTC congênito, idiopático ou não idiopático, é corrigido pelo método Ponseti com comprovação de sucesso quando há aplicação da técnica correta, participação ativa do paciente, da equipe multiprofissional e da família. Não houveram acréscimos à técnica descrita por Ignácio Ponseti, sendo individualizado cada caso de acordo com o grau de redução das deformidades semanalmente. Além disso, deve-se ressaltar o trabalho incrível do NAPTC por dar a chance de uma vida sem limitações aos pacientes que dele se beneficiam.


Keywords


Deformidades Congênitas do Pé, Método de Ponseti, Pé Equinovaro.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n2-113

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