Análise da dinâmica do uso da terra nas Áreas de Preservação Permanentes na microbacia do Ribeirão da Serra no Munícipio de Morrinhos – GO / Analysis of land use dynamics in Permanent Preservation Areas in the Serra River microbasin in the Municipality of Morrinhos – GO

Samara Pereira Costa, Renato Adriano Martins, Eduardo Vieira dos Santos, Alik Timóteo de Sousa, Paulo Henrique Santos Nogueira, Roniel Santana de Oliveira, Hariany Maria Martins Silva, João Marcos Goulart de Brito

Abstract


Em virtude de sua importância ímpar para o equilíbrio hídrico das bacias hidrográficas brasileiras, goianas e em espacial para o município de Morrinhos, as Veredas, as nascentes e as vegetações riparias, se enquadram em um caso especial dentre as fitofisionomias do Cerrado. As formações florestais, matas ciliares e de galerias, que circundam as nascentes e os cursos de água, são de grande importância para manter a estabilidade geológica, minimizar os processos erosivos, reduzir o assoreamento e são usadas como corredores ecológicos para o deslocamento da fauna. Levando-se em consideração a importância das Áreas de Preservação Permanentes para o equilíbrio e manutenção da qualidade ambiental, a presente pesquisa se justifica primeiramente pela necessidade de conhecer a real situação ambiental dessas APPs, para posteriormente, propor ações que potencialize a recuperação e a preservação dessas áreas. Dessa forma, essa pesquisa teve duplo objetivo: mapear e quantificar detalhadamente a cobertura vegetal na microbacia hidrográfica do ribeirão da Serra e analisar a dinâmica do uso da terra dentro dos limites das Áreas de Preservação Permanentes existentes nessa microbacia. Para tal, utilizou-se as geotecnologias, com destaque para imagens de alta resolução espacial e SIG. O mapeamento revelou que a área consolidada ocupa 30.796 hectares o que representa 73% da área da microbacia, já os outros 27% ou 11.295 hectares, encontra-se ocupado por remanescentes florestais. Já dentro dos limites das APPs a pesquisa revelou que atualmente existem 2.080,60 hectares de vegetação nativa, ou seja, 67.66% da área total das APPs estão preservadas. Em contrapartida, a área consolidada está presente em 932,29 hectares, o que significa dizer que há 29,87% de APP estão ocupadas de forma ilegal, consequentemente, passivas de recuperação.


Keywords


Cerrado, Desmatamento, APP, Geotecnologia.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n1-278

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