Círculo de diálogo como estratégia para reflexão sobre a pandemia: O que eu sinto, você sente? / Dialogue circle as a strategy for reflection on the pandemic: What do i feel, do you feel?

Emanuela Cardoso da Silva, Adelina Prado Caldas Neres, Carmen Silva Silva Camuso, Evani Cavalcante de Souza Rocha, Fabiane Jesus Santos Sirqueira, Karoline do Rosario Nascimento

Abstract


A pandemia do SARS-CoV-2 trouxe inúmeras repercussões para a sociedade mundial em 2020; uma delas foi o distanciamento social que pode ter influenciado negativamente na saúde mental da população. Os círculos de diálogo (CD) podem ser utilizados com vistas a promover um espaço dialógico para discussão dos reflexos da pandemia entre trabalhadores. O nosso objetivo foi utilizar os CD para promover a reflexão e discussão dos impactos da pandemia entre servidores técnico-administrativos e docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz. Tratou-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência de um movimento promovido para o enfrentamento das repercussões da pandemia do novo Coronavírus, que consistiu na realização de CD sobre o tema “O que eu sinto, você sente?”, realizados em agosto de 2020. Foram realizados seis CD com a participação de 22 pessoas, sendo 13 (59,1%) do quadro técnico-administrativo e 09 (40,9%) docentes. Do total de participantes 21 (95,2%) eram do sexo feminino. Do total de participantes, 11 (50%) responderam ao questionário de avaliação.  Todos sentiram-se acolhidos (as) para ouvir e falar; e 07 (63,3%) informaram que sentiram-se confortáveis em utilizar a ferramenta on-line. Concluímos que a utilização das práticas restaurativas são uma excelente estratégia para a promoção de espaços dialógicos seguros, que proporcionem aos (as) participantes um ambiente real ou virtual, para compartilhamento de experiências e sentimentos que podem favorecer a melhoria das relações de trabalho e interpessoais, para além de situações extremas, como a evidenciada pela pandemia.

Keywords


Covid – 19, Relações interpessoais, Saúde Mental, Práticas restaurativas.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n1-115

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