Perfil vacinal e sorológico para hepatite B de acadêmicos de enfermagem / Vaccination and serological profile for hepatitis B of nursing students

Brenda dos Santos Teixeira, Guilherme Lages Matias, Bárbara Letícia de Queiroz Xavier, Maria Rosilene Candido Moreira, Luciana Moura de Assis

Abstract


Este estudo teve por objetivo avaliar o perfil vacinal e sorológico para hepatite B de acadêmicos de enfermagem. Trata-se de estudo epidemiológico, analítico, de abordagem quantitativa, realizado com 22 acadêmicos uma instituição de ensino superior do estado da Paraíba. A sorologia anti-HBs foi realizada pelo método de eletroquimioluminescência. Foram analisados dados referentes à caracterização dos estudantes participantes da pesquisa, o Status vacinal e imunológico para hepatite B. Observou-se que a idade média dos participantes foi de 20,3 anos, a maioria era do sexo feminino (91%) e estavam matriculados no terceiro período do curso (55%). Com relação ao perfil vacinal, verificou-se que a maioria (54,5%) completou o esquema vacinal e em relação ao perfil sorológico, vinte participantes (90,9%) responderam nunca terem realizado sorologia e destes, doze (60%) declararam desconhecê-la. Apenas dois participantes (9,1%) não atingiram titulação protetora. Embora seja baixa a prevalência de não soroconversão verificada, percebe-se a necessidade da Universidade exigir comprovação vacinal completa e respectiva sorologia anti-HBs dos estudantes de enfermagem, antes que os mesmos iniciem as práticas curriculares que os deixarão vulneráveis a se contaminarem com o vírus da hepatite B.

Keywords


hepatite B, vacinas contra hepatite b, biomarcadores, cobertura vacinal, testes sorológicos.

References


Brasil. Ministério da Saúde (MS). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções. Brasília: MS; 2016. 1º ed.

Silva PLN, Fonseca JR, Oliveira VGR, Lopes AF, Costa CRF.Perfil Vacinal Contra Hepatite B: Avaliação de Acadêmicos de Enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior. Revista Eletrônica Gestão & Saúde2014; 05(01);55-65.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Boletim Epidemiológico – Hepatites Virais, Ano VII – n 012019;50(17).

Justino EMG, Bacelar SSS, Araújo SD, Oliveira RM, Almeida EB, Sousa GA et al. Perfil de portadores de hepatite b em um serviço de referência: estudo retrospectivo. Revista Brasileira em Promoção da Saúde 2014; 27(1):53-61.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.Brasília: MS; 2019. 5º ed.

Than TT, Jo E, Todt D, Nguyen PH, Steinmann J,Steinmann Eet al. High Environmental Stability of Hepatitis B Virus and Inactivation Requirements for Chemical Biocides. The Journal of Infectious Diseases 2019; 219(7): 1044–1048.

Kisic-Tepavcevic D , Kanazir M , Gazibara T, Maric G, Makismovic N , Loncarevic Get al. Predictors of hepatitis B vaccination status in health care workers in Belgrade, Serbia, December 2015. Euro surveillance2017; 22(16).

Morais LQ, Motta-Castro ARC, Frota OP, Contrera L, Carvalho PRT, Fernandes FRP et al. Hepatite B em profissionais de enfermagem: prevalência e fatores ocupacionais de risco. Revenferm UERJ, Rio de Janeiro, 2016; 24(3):e11143.

Maia EL Jomar RT, Vasconcellos IRR, Fonseca VAO, Griep RH, Abreu AMM. Prevalência de imunidade à hepatite B entre profissionais de enfermagem atuantes em hemodiálise. J. res.: fundam. care. 2017; 9(1): 231-237.

Neto EPA, Dutra CS, Lima V, Goes P. Prevalência de Acidentes Ocupacionais e Perfil de vacinação Contra Hepatite B Entre Estudantes e Profissionais da Odontologia: Um Estudo Piloto. Acidentes e vacinação contra Hepatite B. Arquivo de Odontologia 2013; 49(1): 32-38.

Correa PAA, Murillo JJM, Cifuentes MS. Accidentescon material biológico entrabajadores de lasalud. Palmira-Valle delCauca. 2014-2016. Revista Cienciay Cuidado2018; 15(2): 140-150.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Nota técnica conjunta no. 02/2013-CGPNI e DST-AIDS. Ampliação da oferta da vacina hepatite B para a faixa etária de 30 a 49 anos em 2013. Brasília: MS 2013. [acessado 2020 Mar 25]. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/page/2010/42997/notatecnicaconjuta02_amp liacaohepbate49anos_ms_25__74855.pdf.

Vieira TB, Pereira R, Santos KF, Leal DBR. Soroconversão Após a Vacinação Parahepatite B em Acadêmicos da Área da Saúde. Disc. Scientia. Série: Ciências da Saúde 2006; 7(1): 13-21.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Anexo V – Instrução Normativa Referente ao Calendário Nacional de Vacinação 2020. [acessado 2020 Jul 10]. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/04/Instru----o-Normativa-Calend--rio-Vacinal-2020.pdf.

Batista KZS, Azambuja LP, Souza S, Souza MC,Cordova CMM, Filho HHS. Anti-Hepatitis B Antibody Levels In Immunized Medical Students: Are They At Risk?.Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 2019; 52.

Yeboah DO, Awuku YA, Adjei G, Benjamin AH, Obboh E, Amoako-Sakyi D. Post Hepatitis B vaccination sero-conversion among health care workers in the Cape Coast Metropolis of Ghana. PLOS ONE 2019; 14(6): e0219148. [acessado 2020 Jul 10].Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6599216/

Marques ADB, DeusSEM, Chaves TVS. Cobertura Vacinal dos Acadêmicos de Enfermagem de Uma Faculdade Privada do Piauí. RevistaInterdisciplinar 2013; 6(2): 75-83.

Silva PLN, Fonseca JR, Oliveira VGR, Lopes AF.Perfil Vacinal Contra Hepatite B: Avaliação de Acadêmicos de Enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior. Revista Eletrônica Gestão & Saúde 2014; 05(01): 55-65. [acessado 2020 mai 20].Disponível em:https://www.researchgate.net/publication/317407069_Perfil_vacinal_contra_hepatite_B_avaliacao_de_academicos_de_enfermagem_de_uma_instituicao_de_ensino_superior

Souza CL, Salgado TA, Sardeiro TL, Galdino Junior H, Itria A, Tipple AFV. Teste anti-HBs pós-vacinação entre trabalhadores da saúde: mais econômico que manejo pós-exposição para Hepatite B. Rev. Latino-Am. Enfermagem2020;28.

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção Pelo HIV, IST e Hepatites Virais.Brasília: MS; 2018 1º ed.

Brasil. Conselho Nacional de Saúde.Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. [Internet] 2012. [acessado 2020 Mar 25].Disponível em: http://www.conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf.

Sahana HV, Sarala N, Prasad SR. Decrease in Anti-HBsAntibodies over Time in Medical Studentsand Healthcare WorkersafterHepatitis B Vaccination. Biomed Res Int2017;e1327492.

Pondé RAA. Expression and detection of anti-HBs antibodies after hepatitis B virus infection or vaccination in the context of protective immunity.Archives of Virology 2019; 164: 2645–2658.

ChathurangaLS,Noordeena F, Abeykoon MSB. Immune response tohepatitis B vaccine in a groupofhealthcareworkers in Sri Lanka. InternationalJournalofInfectiousDiseases, 2013; 17(11): e1078-e1079.

Yang S, Tian g, Cui Y, Ding C, Deng M, YuC et al. Factors influencing immunologic response to hepatitis B vaccine in adults. Scientific Reports 2016; 6: 27251.[acessado 2020 Mar 25].Disponível em: https://www.nature.com/articles/srep27251

Moraes JC, Luna EJA, Grimaldi RA. Imunogenicidade da vacina brasileira contra hepatite B em adultos.Rev. Saúde Pública 2010; 44(2).

Sacchetto MSLS, Barros SSLV, Araripe TA, Silva AM, Faustino SKM, Silva JMN. Hepatitis B: Knowledge, Vaccine Situation and Seroconversion of Dentistry Students of a Public University. Hepat Mon 2013; 13(10): e13670.[acessado 2020 Abr 25].Disponível em: https://sites.kowsarpub.com/hepatmon/articles/15329.html

Ferreira RC, Guimarães ALS, Pereira RD, Andrade RM, Xavier RP, Martins AMEBL.Vacinação Contra Hepatite B e Fatores Associados Entre Cirurgiões-Dentistas. Revista Brasileira de Epidemiologia2012;15(2): 315-323.

Nogueira DN, Ramacciato JC, Motta RHL, Brito Júnior RB, Fonseca-Silva AS, Flávia Martão FLÓRIO. Strategy to control occupational risk for Hepatitis B: impact on the vaccination and seroconversion rates in dentistry students. Rev. Gaúch. Odontol. 2018; 66(1).

Oliveira VC. Situação vacinal da hepatite B de estudantes da área da saúde. Revista de Enfermagem Referência. 2013; 10: 119-124. [acessado 2020 Jul 10].Disponível em: http://dx.doi.org/10.12707/RIII12100.

Neto JAC, Sirimarco MT, Leite ICG, Gonçalves MPC, Delgado AAA, et al. Situação Vacinal dos Discentes da Faculdade de Medicina da UFJF–MG. Revista Brasileira de Educação Médica. 2009; 34(2): 270–277.

Souza EP, Teixeira MS. Hepatitis b vaccination coverage and post vaccination serologic testing among medical studentsat a public university in Brazil. Rev. Inst. Med. Trop2014;56(4): 307-311.

Domingues CMAS, Fantinato FFST, Duarte E, Garcia LP. Vacina Brasil e estratégias de formação e desenvolvimento em imunizações. Epidemiol. Serv. Saúde2019; 28(2). [acessado 2020 Jul 10]. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5123/s1679-49742019000200024

Duarte E, Eble LJ, Garcia LP. 30 anos do Sistema Único de Saúde. Epidemiol. Serv. Saúde 2018; 27(1).). [acessado 2020 Jul 10]. Disponível em:http://dx.doi.org/10.5123/s1679-49742018000100018.

Oliveira AC, Paiva MHRS. Condutas pós-acidente ocupacional por exposição a material biológico entre profissionais de serviços de urgência. Rev.enferm UERJ 2014; 22(1): 116-22.

Pinheiro J, Zeitoune RCG. Hepatite B: Conhecimento e Medidas de Biossegurança e a Saúde do Trabalhador de Enfermagem. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. 2008; 12(2): 258-64.

Ende CVD. The immunogeni city and safety of GSK’s recombinant hepatitis B vaccine in adults: a systematic review of 30 years of experience. Expert Review ofVaccines 2017; 16(8): 811–832.

Yoshioka N, Deguchi M, Hagiya H, Kagita M, Tsukamoto H, Takao M et al. Durability of immunity by hepatitis B vaccine in Japanese health care workers depends on primary response titersand durations. PLOS ONE 2017; 1-10.[acessado 2020 Ago 10]. Disponível em:https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0187661.

Ferreira CT, Silveira TR. Prevenção das hepatites virais através de imunização. J. Pediatr. (Rio J.) 2006; 82(3).

Zheng XY. Aninvestigation on immunological effect of hepatitis B vaccine among stadult population in high-labor-export rural regions, under 4 different strategies. ChineseJournalofEpidemiology2017; 38(03).

Mendy M, Peterson I, Hossin S, Peto T, Jobarteh ML, Jeng-Barry A, et al. Observational Study of Vaccine Efficacy 24 Years after the Start of Hepatitis B Vaccination in Two Gambian Villages: No Need for a Booster Dose. PLOS ONE 2013; 8(3): e58029. [acessado 2020 Ago 10]. Disponível em:https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0058029

Saffar H, Saffar MJ, Ajami A, Khalilian AR, Shams-Esfandabad K, Mirabi AM.Long-Term T-Cell-Mediated Immunologic Memory to Hepatitis B Vaccine in Young Adults Following Neonatal Vaccination. Hepat Mon 2014; 14(9): e22223.[acessado 2020 Ago 10]. Disponível em:https://sites.kowsarpub.com/hepatmon/articles/15433.html

Damme PV, Dionne M, Leroux-Roels G, Meeren OVD, Paolo ED , Salaun B,et al. Persistence of HBsAg‐specific antibodies and immune memory two to three decades after hepatitis B vaccination in adults. J Viral Hepat 2019;00:1–10. [acessado 2020 Jul 20]. Disponível em:https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jvh.13125

Zhao YL, Han BH, Zhang XJ,Pan LL, Zhou HS, Gao Z, et al. Immunepersistence 17 to 20 years after primary vaccination with recombination hepatitis B vaccine (CHO) and the effect of booster dose vaccination. BMC Infectious Diseases2019;19: 482.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n11-160

Refbacks

  • There are currently no refbacks.