O uso do Holograma para fins Educacionais / Use of the Hologram for Educational Purposes

Edson Ferreira Alves, Andréia Andrade Bandeira

Abstract


O trajeto educacional percorrido até à inclusão escolar foi marcado por uma gama de decisões e medidas tomadas na essência das organizações e agências internacionais, como as Nações Unidas e a Unesco, que tiveram extraordinária importância na introdução progressiva da Inclusão (ALEXANDRE, 2010). Entretanto, é importante frisar que o fato da presença física da criança com necessidades educativas especiais na classe regular não é, de forma alguma, garantia de sucesso escolar. Pelo contrário, caso a escola não consiga dar a ela as mínimas condições de uma educação apropriada, então a presença dela numa sala de aula regular se constituirá em um ato irresponsável.

Ser professor sempre foi uma prática desafiadora, e nos dias atuais não é diferente. Nesse sentido, para que um docente torne sua prática um diferencial no processo ensino aprendizagem, este precisa ser inovador. Em meados do século XX, alguns autores como Romanelli (1989), começaram a discutir e apresentar de forma categórica evidencias sobre a evolução da escolaridade brasileira, onde evidencia-se que a taxa de escolarização era de 8,99% da população e com o passar dos anos só foi aumentando, chegando a 26% (cf.). Nessa mesma época, dados europeus apontavam uma enorme preocupação com os alunos que frequentavam as escolas públicas, mas não se beneficiavam de forma efetiva do sistema de ensino que era oferecido. Do século XX em diante, alguns autores como Alfred Binet e Teodoro Simon (1872-1961) iniciaram trabalhos relevantes sobre o ensino para crianças especiais, onde através de seus trabalhos de pesquisas, procuravam mensurar a inteligência das crianças de algumas escolas da França. Seus estudos contribuíram muito para a compreensão da educação especial, e em 1905, publicaram uma escala da inteligência cujo objetivo foi medir o desenvolvimento da inteligência das crianças de acordo com a idade (idade mental). Assim, seguindo nessa mesma linha de pesquisa e com o intuito de continuar com as pesquisas sobre as práticas de ensino com alunos especiais, este trabalho se apresenta pois, através de dados “antigos” comparados com os atuais sobre a temática, serão apresentadas, visando aumentar as discussões e entendimento sobre as práticas de ensino no contexto educacional. Partindo desse pressuposto, este trabalho visa desenvolver (vídeos), como atividades práticas de ensino para serem trabalhadas com o auxilio de um holograma, tendo como foco principal a transmissão de conhecimento de uma forma lúdica, atrativa e eficaz. Este material ora produzido também servirá como um “norte” para aqueles profissionais que estarão entrando no mercado de trabalho e-ou aqueles que já estão no mercado, porém, ainda não tiveram contato com um aluno autista. Este trabalho tem como método de pesquisa o exploratório e descritivo com caráter qualitativo, o qual buscará também contribuir para o desenvolvimento de novas formas de ensino auxiliando pais e professores sobre como o uso do holograma, algumas atividades práticas podem contribuir com o desenvolvimento de novas habilidades de crianças autistas. Este se dará a partir de 09 visitas técnicas em seis institutos da cidade de Manaus-AM. Através deste, espera-se que os objetivos aqui propostos sejam alcançados e que este sirva de embasamento para outros trabalhos e que esta temática continue sendo a cada dia mais estudada.


Keywords


Autismo, Holograma, Práticas de Ensino

References


ALMEIDA, M.L. e SILVA, G. MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS. Psicopedagogia Online, 2015.

FREITAS, O. Equipamentos e materiais didáticos. Brasília: Universidade de Brasília, ISBN: 978-85-230-0979-3, 2007. 132 p. INFOESCOLA. Holografia.

Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_02_internet.pdf.Acesso: agosto de 2011.

SHUTTERSTOCK. Autismo e alfabetização: um desafio possível e democrático. LDVCA. 2016.

ALEXANDRE, J. M.D. A CRIANÇA COM AUTISMO: OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Instituto de Educação Lisboa 2010.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-718

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