Linguagem como instrumento interacional de comunicação entre enfermeiro e a pessoa surda / Language as an interactional instrument of communication between nurses and the deaf person

Samuel Ramalho Torres Maia, Raimundo Augusto Martins Torres, Maria Vilani Cavalcante Guedes, Maria Célia de Freitas, Karlla da Conceição Bezerra Brito Veras, Edine Dias Pimentel Gomes

Abstract


A linguagem é definida como todo sistema de sinais que pessoa servir como meio de comunicação. A linguagem surge como inseparável do pensamento de que ela é instrumento. O pensamento é anterior a linguagem. A comunicação é essencial para o cuidado de enfermagem e possibilita, entre o profissional e o paciente, respeito mútuo, confiança, vínculo e compromisso dos profissionais. Só que essa comunicação nem sempre é eficaz, principalmente quando se parte para pessoas com deficiências, como o surdo. A ausência de qualificação dos profissionais de saúde em relação à Libras pode criar prejuízo durante a assistência. Objetiva-se compreender a linguagem como instrumento interacional de comunicação entre enfermeiro e a pessoa surda. Heidegger defende que é preciso “fazer uma experiência pensante com a linguagem”. O homem encontra na linguagem a moradia da sua própria de sua presença. Ele cria e recria a linguagem a partir de suas necessidades, atribuindo novos significados e relações. Wanda Horta aborda instrumentos básicos de enfermagem, os quais a comunicação é citada, objetivando o cuidar em enfermagem. Evidencia-se que a linguagem é inerente ao homem e é importante no processo de relação entre sujeitos. Como no processo de formação, não há uma experiência com a Libras, o enfermeiro, na sua maioria, apresenta dificuldade na comunicação com as pessoas surdas.

 


Keywords


Linguagem, Comunicação, Pessoa surda, Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-690

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