Percepção ambiental de feirantes que realizam atividades econômicas com a produção de óleo residual de cozinha / Environmental perception of fairgrounds that perform economic activities with the production of kitchen waste oil

Joniel da Rocha Cavalcante, Mateus Francisco da Silva Monte, Maria Júsia Silva de Almeida, Heibe Barreiros, Gleiciane Leal Moraes

Abstract


A relação entre indivíduo e meio ambiente condiz com sua percepção das questões ambientais. Um sujeito que desconhece os impactos que suas ações podem causar ao meio ambiente tende a praticar comportamentos considerados inadequados para a manutenção dos recursos ambientais. Estudos que visam verificar a percepção ambiental são importantes para mapear relações específicas entre o indivíduo e o meio ambiente e orientar ações de intervenção com base no que foi observado. Nesse sentido, o objetivo dessa pesquisa foi verificar qual a relação da percepção ambiental dos trabalhadores que realizam atividades econômicas de cocção e venda de frango com práticas de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados, como o óleo residual produzido nas máquinas de assar frango. Os dados são oriundos de pesquisa de cunho exploratório realizada na Feira João Costa, em Breves-PA, através de entrevista semiestruturada aplicada a cinco feirantes envolvidos com a geração de óleo residual em máquinas de frango. Os resultados indicam que a maioria dos feirantes possuem percepção limitada do meio ambiente e os problemas ambientais, o que pode ser reflexo da consciência ambiental pouco aguçada sobre as possibilidades (necessidade) de reciclagem ou reaproveitamento dos resíduos gerados na atividade econômica desenvolvida na feira. Apenas o óleo residual de cozinha, gerado durante o processo de cocção nas máquinas de assar, é reaproveitado ou reciclado pela maioria. Diante disso, nota-se a necessidade de desenvolver ações de educação ambiental com estes feirantes considerando, entre outros fatores, suas insatisfações, anseios, julgamento e condutas para a conservação ambiental.


Keywords


Óleo residual de cozinha, Feirantes, Percepção ambiental.

References


ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 10004. 2004. Resíduos Sólidos-Classificação.

ALBERICI, R. M. & PONTES, F. F. F. 2004. Reciclagem de óleo comestível usado através da fabricação de sabão. Espírito Santo do Pinhal: Engenharia Ambiental.

ALIROL, P. 2001. Como Iniciar um Processo de Integração. In: VARGAS, H. C., RIBEIRO, H. (orgs.). Novos Instrumentos de Gestão Ambiental Urbana. Editora da Universidade de São Paulo-EDUSP. São Paulo-SP. p. 21-42.

BARDIN, L. 2011. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

BERKENBROCK, P.E. 2009. Projeto óleo de cozinha. Disponível em: http://www.sc.senac.br/talento/projetospremiados/2009/tec_3.pdf. Acesso em: 05 de abril de 2018.

BESEN, G. R.; GUNTHER W. M. R.; & RODRIGUEZ, A.C. Resíduos sólidos: vulnerabilidades e perspectivas. In: SALDIVA P. 2010. Meio ambiente e saúde: o desafio das metrópoles. São Paulo: Ex Libris.

BEZERRA, J. A. C. 2015. A Utilização do Óleo Comestível Pós-Consumo em Manaus (AM): Alternativa para a produção de biodiesel e redução de impactos ambientais. Dissertação de Mestrado. Belém. Universidade Federal do Pará.

BRASIL, Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010: institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3 ago. 2010.

BRASIL, Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF, 2 de set. 1981. Acesso em: 19 out. 2018. Disponível em: .

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Tema Transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : 1998.

CARDOSO, J. N.; SOUSA, L. R.; HIGINO, M. E. O.; MACIEL, G. C.; PINHEIRO, G. L. M. 2017. Lixão a céu aberto em breves – Ilha do Marajó: um problema crescente. ITEGAM-JETIA. Vol. 03, nº 11, p. 59-64. Setembro.

CARVALHO, C. V. A.; CARVALHO, J. V.; & RODRIGUES, W. C. 2009. Software COLETASELETIVA: Um sistema computacional educativo para conscientização da importância da coleta seletiva. Revista Práxis. Ano I, nº 2 – agosto.

COELHO, F. L. L.; SANTOS, I. O.; PAIXÃO, D. C.; LHAMAS, D. E. L.; RODRIGUES, SUFFREDINI, G. D. F. P. MEDEIROS, A. C. G. 2020. Produção de biodiesel de óleo de fritura residual em um módulo didático de biodiesel. Braz. J. of Develop., Vol. 06, nº 5, p. 28844-28851. Maio.

COSTA, L. T.; SOUZA, J. C.; HERNANDES, P. M.; & SANTOS, L. 2015. Sustentabilidade e biodiversidade em benefício da promoção social e saúde: Produtos de limpeza a partir de óleo reciclado. 8º Congresso de Extensão Universitária da UNESP,

DISCONZI, G. S. 2014. Coleta seletiva do óleo residual doméstico: desafios e perspectivas para um aproveitamento socioambiental e sustentável. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Maria, Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Engenharia Ambiental, Santa Maria, 122p.

FAGGIONATO, S. Percepção ambiental. Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2018.

FAUSTINO, C. V. 2015. Caracterização físico-química do óleo residual de fritura tratado com terra clarificante para utilização na produção de biodiesel.

FERNANDES, R. S.; & SOUZA, V. J. 2003. Uso da Percepção Ambiental como Instrumento de Gestão em Aplicações Ligadas às Áreas Educacional, Social e Ambiental.

FREITAS, F. C.; BARATA, A. R.; & NETO, S. M. L. 2010. Utilização do Óleo de Cozinha Usado como Fonte Alternativa na Produção de Energia Renovável, Buscando Reduzir os Impactos Ambientais. XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro.

GIL, A. C. 2008. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. - São Paulo: Atlas.

ITABORAHY, L. 2002. Educação ambiental e conscientização comunitária. et. al. Porto Trombetas: FVT, 49-70 p.

JACOBI, P. R.; & BESEN, G. R. 2011. Gestão de resíduos sólidos em São Paulo: desafios da sustentabilidade. São Paulo.

LEAL, C. A.; JÚNIOR, T. A.; ALVES, N. G. A.; CANTÓIA, S. M. G. A.; GONÇALVES, M. P. S.; MARIA S.; & ROTTA, E. V. 2002. A reinserção do lixo na sociedade do capital: uma contribuição ao atendimento do trabalho na catação e na reciclagem. Terra Livre. São Paulo. Ano 18, n. 19 p. 177-190 jul./dez.

LOPES, A. A. Estudo da gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos na bacia Tietê/Jacaré. 2007. 394f. Tese (Doutorado em Ciências da Engenharia Ambiental) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

MANZOCHI, L. H. 1994. Participação do ensino de Ecologia em uma Educação Ambiental voltada para a formação da cidadania: a situação das escolas de 2º grau no município de Campinas. Dissertação de Mestrado. Campinas. Universidade Estadual de Campinas.

NOVAES, P. C.; MACHADO, A. M. B.; & LACERDA, F. V. 2014. Consumo e Descarte do Óleo Comestível em um Município do sul de Minas Gerais. Revista Ciências em Saúde v4, n 3, jul-set.

NUVOLARI, A. 2011. Esgoto sanitário coleta, transporte, tratamento e reuso agrícola. 2ª edição. Editora Blucher. São Paulo.

OLIVEIRA, B. R.; RUIZ, S. M.; GABRIEL, L. D. S. M.; & STRUFFALDI, A. 2014. Sustentabilidade Ambiental e Logística Reversa: Análise das Redes de Reciclagem de Óleo de Cozinha na Região Metropolitana de São Paulo. Revista ADM.MADE, Rio de Janeiro, ano 14, v.18, n.2, p.115-132, maio/agosto.

OLIVEIRA, B. M. G. 2009. Plano de gerenciamento integrado do resíduo óleo de cozinha – PGIROC. Salgado Penido. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente: Fundação Israel Pinheiro.

OLIVEIRA, K. A. de & CORONA, H. M. P. 2008. A Percepção Ambiental como Ferramenta de Propostas Educativas e de Políticas Ambientais. ANAP Brasil Revista Científica, Ano 1, nº 3, jul.

PINHEIRO, G.L.M. 2017. Sessões de cinema na feira: um convite a sensibilização ambiental quanto ao descarte inadequado de resíduos sólidos a feirantes e estudantes de Breves-PA (lha de Marajó). Disponível em:

ROCHA, C. S. N. 2017. Desafios para a universalização do abastecimento de água no município de Breves-Pará. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Gestão Pública, Belém, 120p.

ROCHA, H.; C.; COSTA, C.; CASTOLDI, F.; L.; CECCHETTI, E.; O.; C.; & LODI, B.; S. 2010. Perfil socioeconômico dos feirantes e consumidores da feira do produtor de Passo Fundo, RS. Ciência Rural, Santa Maria, Online. ISSN 0103-8478.

RODRIGUES, L. B.; COUTINHO, J. P.; & SILVA, C. A. 2010. Proposta de reaproveitamento do óleo de fritura residual em um restaurante industrial. Revista de Gestão Social e Ambiental, v.4, n.3, set./dez.

SILVA, J. A. 2000. Direito Ambiental Constitucional. São Paulo: Malheiros.

SOLOMONS, T. W. G.; FRUHLE, C. B. 2001. Química Orgânica, 7ª edição, LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., Rio de Janeiro.

STRANZ, A. PEREIRA, F. S.; GLIESCH, A.; & POUEY, J. E. 2002. Projeto Universidade Solidária - Transmitindo Experiências em Educação Ambiental. In: ZAKRZEVSKI, S. B.B.; VALDUGA, A. T.; & DEVILLA, I. A. (orgs). Anais do I Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental, II Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental, XVI Semana Alto Uruguai do Meio Ambiente. Ed. EdiFAPES. Erechim – RS. p. 222.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-669

Refbacks

  • There are currently no refbacks.