HIV: as patologias associadas ao uso da terapia com antirretrovirais / HIV: pathologies associated with the use of therapy with antiretrovirals

João Luiz Coelho Ribas, Izabelle Cristina Garcia Rodrigues, Ivana de França Garcia, Vera Lucia Pereira dos Santos

Abstract


Dados epidemiológicos de 2019 estima-se que no Brasil existem cerca de 866 mil pessoas infectadas com o vírus HIV. O tratamento para essa enfermidade iniciou somente no ano de 1991, com os medicamentos: Zidovudina e a Didanosina. Posteriormente, surgiram os então denominados coquetéis, medicamentos antirretrovirais que apresentaram bons resultados e deu novas perspectivas ao rumo do tratamento. A terapia antirretroviral faz com que a multiplicação do vírus HIV seja reduzida e assim o desenvolvimento da doença seja atrasado. No Brasil atua-se com 5 classes de medicamentos antirretrovirais: Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa; Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa; Inibidores de Protease; Inibidores de fusão e os Inibidores da Integrase. O esquema de tratamento mesmo nas fases iniciais normalmente associa duas ou mais classes e apesar de benéfico, o uso contínuo desses medicamentos pode ser agressivo ao organismo devido à alta toxicidade que apresentam. E diante disso, o presente estudo tem como objetivo verificar os efeitos colaterais relacionados ao uso de antirretrovirais. Para isso utilizou-se da metodologia de pesquisa de literatura. Os resultados apontam que o uso de tais medicamentos pode agravar o risco da comorbidade, com doenças como problemas gastrointestinais, alterações neuropsiquiátricas; predisposição à osteoporose; danos no fígado; alterações nos rins; diabetes; lipodistrofia; febre e suores noturnos e algumas condições associadas, como a dislipidemia, hipertensão arterial e a intolerância à glicose. Por fim, pode-se concluir que as enfermidades mais comuns desenvolvidas a partir do uso da TARV são dislipidemia, doenças cardíacas e lipodistrofia. Contudo, analisando o risco versus benefícios promovidos pelo uso de tais medicamentos percebe-se que as comorbidades desenvolvidas durante o tratamento são ínfimas ao comparadas aos seus benefícios.

Keywords


HIV, Comorbidades, antirretrovirais.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-624

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