Manejo da cobertura de azevém em plantio direto na cultura do milho e sua fitossociologia / Management of ryegrass cover in direct planting in corn crop and its phytosociology

Evandro Franz, Siumar Pedro Tironi, Gean Lopes da Luz, Luiz Antonio Cezarotto, Douglas Vinicius Zago, Debora Munaretto, Cristiano Reshcke Lajús, Rodrigo Barichello

Abstract


Na região Sul do Brasil é comum o cultivo de azevém (Lolium multiflorum) como pastagem e cobertura de inverno, muitas vezes em área de cultivo de milho em sucessão. Com isso, objetivou-se, avaliar efeitos de diferentes manejos de controle de azevém sobre o desenvolvimento inicial e a produtividade da cultura do milho, assim como a composição florística de plantas daninhas. Foi conduzido um ensaio, a campo, em blocos casualizados, com quatro repetições. Foram avaliados o controle químico (dessecação) aos 30, 20, 10, 0 dia(s) anterior(es) a semeadura (DAS), roçada com palhada, roçada sem palhada e testemunha sem controle da cobertura de azevém. As variáveis analisadas foram: número de plantas emergidas aos 10 e 20 dias após a emergência (DAE); altura de plantas após 10, 20, 30 e 40 DAE; diâmetro de colmo após 20, 30 e 40 DAE; e produtividade de grãos; quantificação e identificação das plantas daninhas em 0,25 m2. A semeadura do milho sobre a palhada de azevém não manejado compromete o desenvolvimento inicial e a produtividade do milho. O manejo químico que se obteve melhor resultado foi realizado 10 DAS do milho, onde ocorreu menor densidade de plantas daninhas e a roçada pode ser uma forma de manejo alternativo, no entanto, é interessante deixar a palhada sobre o solo.


Keywords


Zea mays, Lolium multiflorum, época de dessecação. Plantas daninhas.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-621

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