Uma análise Pós-Colonial na obra Robinson Crusoé / A Post-Colonial analysis on Robinson Crusoé

Jordy Dantas Maia, Jorge Cleibson França da Silva, Andréa Moraes da Costa

Abstract


Este artigo apresenta uma sucinta análise do romance Robinson Crusoé, do escritor inglês Daniel Defoe, utilizando abordagens dos pensamentos dos estudos pós-coloniais. Publicado em 1719, a obra Robinson Crusoé é considerada o primeiro romance realista escrito em língua inglesa. Até os dias atuais, o romance já possui mais de 700 edições, traduções, adaptações, releituras e reescritas, além de adaptações cinematográficas e animações. Apresentando os relatos de aventura da personagem que nomeia o romance e como ele sobreviveu em uma ilha por vinte e oito anos, a obra ganhou apreço do público desde sua primeira publicação, pois durante o período de seu lançamento estava em ascensão os meios impressos de comunicação e os leitores ficavam entusiásticos por narrativas de viagem em lugares exóticos, mistérios e aventuras. O trabalho faz uso do método bibliográfico, sendo norteado pelos autores: Aimée Césaire (1978), Albert Memmi (2007), Frantz Fanon (1965) e Thomas Bonnici (2012; 2019). Após a análise da obra, percebe-se que ela ser compreendida como “colonizadora” visto que ela apresenta traços colonizadores, a saber: a individualização, o poder, o domínio, o preconceito e a submissão expostos por meio das personagens Robinson Crusoé e Sexta-Feira.

Keywords


Colonialismo, Literatura, Pós-Colonialismo, Robinson Crusoé.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-302

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